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Nós é que somos o sexo fraco.

por Fernando Lopes, 3 Ago 17

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Perdoar-me-ão as minhas queridas leitoras, mas este é um momento de algum machismo. Não o sendo, perpassa pelos meus olhos passa uma visão masculina do mundo. Sendo alguma coisa – que não sou – enquadar-me-ia no «masculinismo». Tenham paciência, mas não posso deixar de defender a mundividência no masculino. As senhoras são mais espertas que nós, têm habilitações superiores, orgasmos múltiplos, capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, geram humanos e humanidade nas vossas barrigas. Nós é que somos o sexo fraco. Não fossem tão competitivas entre vós já dominariam o mundo há séculos. Tenho para mim que a maioria das mulheres prefere não aparecer, governando por entreposta pessoa. Gosto muito do meu género, mas entendo bem os transexuais que passam do masculino para o feminino. Há ganhos óbvios. Já o contrário parece-me má transacção. Surge isto a propósito de trabalho. Uma mulher – principalmente as solteiras, que abdicaram de uma vida e das responsabilidades familiares – são feras, conseguem trabalhar mais e melhor durante mais tempo. Pelo que observo as casadas dispersam-se mais, os filhos e os cretinos dos maridos consomem-lhes muitos recursos. Se fosse empreendedor contratava preferencialmente mulheres, solteiras se possível. Antes que comece o apedrejamento digo já que as minhas amigas casadas são igualmente competentes. Algumas delas são académicas reconhecidas, outras comandam departamentos, têm negócios, eu sei lá. Livres dos emplastros masculinos, o céu seria o limite.

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Clube do Bolinha.

por Fernando Lopes, 5 Jul 16

Um comentário ali abaixo da alexandra g. fez-sorrir porque versa um tema que os próprios homens se recusam a analisar. No fundo, no fundo, de que são compostas as conversas de gajos? Há um tema universal e omnipresente: mulheres. Falamos sempre de mulheres nem que tenhamos de ir ao Pólo Norte e vir para as conseguir encaixar na conversa. Nisso somos iguaizinhos. Depois as discussões «vareiam». Há os malucos da bola que sabem o resultado do Famalicão-Tirsense de 1983; os confessionais que fartos de serem mal-tratados em casa desabafam com qualquer cão e gato sobre os seus problemas afectivo-familiares; os que lêem e recomendam essas coisas com letras uns aos outros; os que ficam silenciosos no canto como se aquilo não fosse nada com eles; os fala-barato que têm opinião sobre tudo; os cagões que acham que o último modelo Jaguar os fará serem mais respeitados por machos e desejados por fêmeas; os místicos que procuram o caminho do sagrado através de algo profano como cervejas frescas e mulheres fáceis; os que amam a sua «esponja» e no entanto lhe porão os cornos à primeira oportunidade; os intelectuais, que falam, falam, sem que ninguém os perceba ou esteja sequer verdadeiramente interessado; o que tem sempre um engate novo para contar; os maluquinhos das motas; os que abarcam todas estas categorias e ainda mais algumas por nomear. Obviamente não são conversas fechadas: conseguimos discutir política, gabar as proezas dos filhos, e apreciar o cu da empregada do bar, tudo ao mesmo tempo.

 

No fundo, tirando as temáticas, as conversas de gajo devem ser iguaizinhas às de gaja.

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