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Rituais ecológicos de purificação.

por Fernando Lopes, 14 Dez 16

Diálogo hoje com a senhora da limpeza da empresa:

 

- Tenho um certo medo de ser enterrado, se calhar vou comprar um jazigo.

 

- Eu cá, quando morrer, quero ser carbonizada.

               

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14 comentários

De alexandra g. a 15.12.2016 às 00:17

que maravilha, limpeza à séria (eu também quero ser um diamante inconsciente, someday :)

De Fernando Lopes a 15.12.2016 às 00:41

Independentemente da boa-vontade que coloques no processo continuarão a existir infinitamente mais calhaus que diamantes. :)

De alexandra g. a 15.12.2016 às 00:45

ainda hoje não resisto aos calhaus, chego a caminhar quilómetros por eles, os diamantes jamais me detiveram (i'm rather aware of this :).

isto é, os diamantes têm tempo :D

De Fernando Lopes a 15.12.2016 às 02:24

«Let us not be too particular; it is better to have old secondhand diamonds than none at all.»




Mark Twain

De Anónimo a 15.12.2016 às 10:15

A sério? Um jazigo?  Nós não vamos morrer. Somos imortais...
Tem um bom dia e acredita, não vale a pena pensar nisso.
Beijo
MM

De Fernando Lopes a 15.12.2016 às 12:17

Eh pá, faz-me confusão ser enterrado, preferia ficar à tona ou ser caramelizado. :) Maluquices.

De Anónimo a 15.12.2016 às 12:15

Purgatoriem-mos
Filipe em asa delta hipersónica

De Fernando Lopes a 15.12.2016 às 12:53

Isso quer dizer que um fica no céu, outro no inferno. Deve ser doloroso.;)

De Sandra F. a 15.12.2016 às 14:49

Faz-me lembrar a minha avó materna. Fazia-lhe confusão ficar com aquela terra toda por cima. Preferiu um gavetão, como se chama por aqui. A mim sempre me fez confusão o pedido dela. Se a pessoa já sabe que não vai estar a respirar, qual é a diferença? Ela nunca me conseguiu explicar o porquê...

De Fernando Lopes a 15.12.2016 às 14:57

Suponho que estará relacionado com alguma forma moderada de claustrofobia. Mas é só um palpite.

De Sandra F. a 15.12.2016 às 15:19

Poderia ser, nunca tinha pensado nisso...

De redonda a 15.12.2016 às 19:17

acho que também prefiro ser carbonizada...


E isto lembrou-me uma anedota que vi num blog:
Um lisboeta, de passagem pelo Alentejo, foi surpreendido com a notícia de que um amigo tinha falecido e seria enterrado naquela tarde. Chateado com a situação, a perda de um amigo do peito, tentou saber onde seria o velório e depois de saber foi para lá. Ao chegar, viu que no caixão estava o morto inteiramente nu e ao lado um grande pote cheio de creme, na qual cada um dos presentes metia a mão e após apanhar um pouco, passava sobre o defunto. 
Surpreendido pela cena, coisa inusitada para ele, aproximou se da viúva e perguntou:
- Desculpe a minha ignorância, mas o que lhe estão a fazer, é tradição por aqui? 
- Não! É inédito! Nunca o fizemos. Ele é que pediu para ser cremado.

De Fernando Lopes a 15.12.2016 às 19:30

Repara que transformares-te em combustível fóssil é um processo que pode demorar centenas de milhares de anos. Por outro lado, é poético que tanto tempo depois ainda possas aquecer um idoso ou assar uma boa sardinha.

De redonda a 15.12.2016 às 23:16

:) ora nem mais :)

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