Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Ricochete.

por Fernando Lopes, 26 Set 17

Há gente que por mau feitio, mau carácter, ou uma terrível combinação de ambos, passa a vida a disparar em todos os sentidos. Esquecem-se que no meio de tão cerrada metralha algum projéctil perdido vai fazer ricochete. Ficam eles surpreendidos por serem vítimas do seu próprio veneno, eu pasmo por nunca terem avaliado a forte probabilidade de tal acontecer. Chamem-lhe karma, justiça divina, o que quiserem, mas é mais ao menos uma inevitabilidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Temas:

7 comentários

De Sílex a 26.09.2017 às 21:07

Já li! Gosto especialmente daquele que tem o lagarto na capa, não sei se conhece. Agradeço, no entanto a sugestão. Deixe que lhe diga, se me permite, como quem conversa a uma mesa de café, na companhia agradável do dito, que por aqui (onde escrevemos) existem uma quantidade de anões, como de príncipes... Existem talqualmente muitos juízes, para poucos e sempre os mesmos réus e muita virgem ofendida, que... por outro lado, tem uma necessidade "mórbida" de gritar o seu ateísmo aos quatro ventos, mas que (dissimuladamente, qual beata de parvónia) exerce a sua "função" no diz que disse! No desgastar da reputação de cada um, no escuro, salvaguardando sempre a sua, que... ao invés de gigantes (só no ego) são como o tal anão que me recomenda, pela "pedagogia". Digo-lhe, mais! Existe um número considerável de esquecidos. Tendem a remeter para os confins da amnésia o que um dia disseram e escreveram, porque se calhar e ao que consta... andavam enganados no tal carácter e mau feitio, dos que afinal, não admiravam. Nem nunca convidariam para um café! Seja. Há tanto de anão em cada um de nós! Uns sabem-no perfeitamente e mostram. Outros, simplesmente se arvoram de príncipes!  A saber e sei que não o desconhece: Todos, mas todos nós temos defeitos. O pior é ser-se deliberadamente cego e também influenciável. Perdoa-se o feitio de cada um, se lhe queremos bem e porque exigimos aos outros, que não nos importam, que sejam santos e exemplares? Todos temos o nosso quinhão de erro e por onde lhe pegar. Tudo é discutível. E a distância, no avaliar de qualquer assunto e carácter, permite que se veja com precisão e não com a visão turva. Obrigada pela resposta. Pela simpática indicação do livro. Se achar que estou a precisar de ler outro que conheça e me seja benéfico, ficar-lhe-ia duplamente agradecida. Boa semana!

De Fernando Lopes a 26.09.2017 às 21:59

Podem acusar-me de tudo excepto de ser mau carácter ou mentiroso, que serão as únicas coisas que definitivamente, não sou. O resto é o resultado da soma de todas as nossas qualidades e subtracção de todos os nossos defeitos.

De Sílex a 27.09.2017 às 00:47

Por Deus! (Permita-me esta expressão dirigida a um ateu) vinda de alguém que de beata tem muito pouco. Quem alegou que era mentiroso, mau carácter, ou afirmou tal? Nunca! Nem pensar.
Situei o meu comentário numa conversa de café. Uma troca de ideias entre dois seres humanos adultos, esclarecidos, que debatem um tema (ou vários) na generalidade do que se apresenta "discutir" e foi escrito, sem jamais partir para a ofensa ou a deselegância. Mesmo porque o interlocutor não o merece. E aqui, refiro-me a si, pois da sua parte em relação a mim, saberá você. Um hipotético café (somente) e uma troca de ideias, nada mais! Acusar, é uma palavra que desprezo! Veementemente. Tal como julgar. Não me compete! Seja, quem for. Há-os que se intitulam censores e juízes do resto do planeta, além, si mesmos. Mas isso, meu caro amigo, também é lá com eles. Como lhe disse... só me diverte! Rir e encolher os ombros é um privilégio dos velhos. Que nunca me falte o riso! Principalmente de mim. Sempre e primeiro de mim. O resto... é paisagem. No entanto, penso podermos sempre formular uma opinião. Desculpe, contudo, se incomodei ao comentar. Não se repete! Bom resto de semana.

De Fernando Lopes a 27.09.2017 às 07:50

Não incomodou nada, apenas me afirmei pelo que não era. É uma forma tão válida como qualquer outra.

De Sílex a 27.09.2017 às 10:08

Uns, é seguro e aceite, afirmarem-se pelo que não são, ou estarão convencidos de não ser. Já outros, podem ser o que forem (que não carece afirmação nem análise, ou mais conversa) que não passam do mesmo que os demais entendem fazê-los!
Muito a propósito o seu destaque. Muitos parabéns! Houve um dia alguém que, por email (como é apanágio de todo o bom carácter) me confidenciou uma ou duas coisas sobre este burgo, e não só, que validava o que defendo e na altura ele "combatia". Mas, claro, com o tempo, esqueceu-se! Boas partilhas. Um bom resto de semana e desculpe se regressei e faltei (qual Rui Veloso) ao prometido, mas agora é que é: não incomodo mais. Só que vi o destaque e foi... como dizer? Irresistível! Image

Comentar post

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback