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Pó, Cinza e Recordações

por Fernando Lopes, 12 Mai 15

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Como qualquer adicto em livros, mantenho o hábito de comprar mais que os que consigo ler. No blogue da G. li um pequeno excerto de «Pó, Cinza e Recordações». Fui à FNAC procurá-lo. A menina do atendimento a dizer-me que não estava na base de dados e eu furibundo a dizer que o tinha visto no site.

 

- Pode estar em pré-venda.

 

Assim era, saí dali com o rabinho entre as pernas e «Pergunta ao Pó» de John Fante debaixo do braço. Acabei-o ontem. Uma vez que o dinheiro não é elástico, estava à espera do fim-de-semana para usar os cartões daquela cadeia que me deram de presente.

 

Seria muito bonito se no centro comercial onde almoço não houvesse uma Bertrand. Vi-o, ele viu-me, não resisti, trouxe-o para casa. Em boa hora o fiz, pois escrevo às 2:00 da manhã, 140 páginas lidas depois. Rentes de Carvalho é um enorme escritor. Poucos conseguem fazer literatura à volta de pequenos factos, problemas, dramas e irritações. Este diário nada fica a dever a outra obra de excepção, o seu «Tempo Contado».

 

Absolutamente obrigatório.

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10 comentários

De André Benjamim a 12.05.2015 às 03:13

Sinto uma pontinha de inveja :P Quem sabe consiga encontrar alguém que mo queira oferecer... (Ando a ler O Tempo Morto é um Bom Lugar, de Manuel Jorge Marmelo, e Soumission, de Michel Houellebecq, que consegui que me oferecessem este mês. Provavelmente pensar numa terceira oferta já é desejar sorte a mais... Bom - amanhã há sorteio do EuroMilhões...) Abraço.

De Fernando Lopes a 12.05.2015 às 07:57

«O Tempo Morto É Um Bom Lugar» já li e gostei bastante, mais até do que «Uma Mentira Mil Vezes Repetida». De Houellebecq nunca li um parágrafo sequer. Depois manda o teu email para diariodopurgatorio@gmail.com, tenho algo para ti.

De G. a 12.05.2015 às 07:24

 Adoro aquele homem :)

De Fernando Lopes a 12.05.2015 às 08:09

Somos dois, G. Admiro sempre a precisão e capacidade de depurar a linguagem de Rentes. Não há ali uma palavra a mais, uma ideia mal expressa. E o homem por detrás das histórias é um ser humano de excelência.

De G. a 12.05.2015 às 08:35

E generoso ;)

De bloga-mos a 12.05.2015 às 10:52

E pensar que até anteontem era um quase desconhecido nesta horta à beira plantada...

De Fernando Lopes a 12.05.2015 às 11:27

Portugal é um país peculiar. Nele se descobrem jovens talentos com centenas de milhares de exemplares vendidos, mais de uma dúzia de obras e 80 anos de idade.

De melguinha2 a 19.05.2015 às 17:41

Pergunta ao pó,hummm,pelo título parece-me ser interessante,o que tu achaste dessa leitura??????

De Fernando Lopes a 19.05.2015 às 20:19

É a história de um aspirante a escritor, Arturo Bandini, de um modo antigo que diria «pré-beatnik» ou melhor ainda «pré-existencialista», pessoal e íntimo. Vale muito a pena.

De melguinha2 a 19.05.2015 às 20:25

Ok,obrigada pelo esclarecimento!!

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