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«O adultério do homem é um gravíssimo atentado à honra e dignidade da mulher. Sociedades existem em que o homem adulto é alvo de castração até à morte. Na Bíblia podem ler que o homem adúltero deve ser punido com a morte.

 

Ainda não foi há muito tempo que a Lei Penal (Código Penal de 1886, artigo 372º ) punia com pena pouco mais que simbólica a mulher que, achando seu marido em adultério nesse acto o matasse.

 

Com estar referências pretende-se, apenas, acentuar que o adultério do homem é uma conduta que a sociedade sempre condenou e condena fortemente (e são os homens honestos os primeiros a estigmatizar os adúlteros) e por isso vê com alguma compreensão a violência exercida pela mulher traída, vexada e humilhada pelo marido.».

 

Basta trocar o género a que se refere este pedaço de merda a que chamam acórdão para se ver bem quão ridículo é. A legitimação da violência por um juiz devia na melhor das hipóteses, inibi-lo da profissão, na pior, leva-lo à cadeia por cumplicidade.

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17 comentários

De Genny a 23.10.2017 às 21:03

Em pleno século XXI! É doentio!

De Fernando Lopes a 23.10.2017 às 21:05

Tu presumes que o sr. juiz está no século XXI, eu acho que ainda não saiu do XII.

De Gaffe a 23.10.2017 às 21:59

O mesmo tribunal, a mesma relação, proferiu uma "coisa", há tempos, que ilibava um bêbado, justificando que o homem dessa forma sentia uma maior alegria no trabalho, uma maior capacidade física e era mais capaz de carregar frigoríficos para um camião com maior rapidez que um sóbrio. Obrigou a empresa, que o considerou um perigo, a readmitir o bêbado.

MEDO!!!! Tenho muito medo desta gente que usa um osso pré-histórico em vez do martelo da justiça.

De Fernando Lopes a 23.10.2017 às 22:13

Minha querida, já quase nada me surpreende. Grave, grave, é que ambas  sentenças são a expressão de um pensamento ainda muito mais comum do que se desejaria.

De pimentaeouro a 23.10.2017 às 22:10

Tenho duvidas sobre a condenação social do homem adultero. A sociedade
condena a mulher adultera.

De Fernando Lopes a 23.10.2017 às 22:15

Se não condena, devia. Hoje em dia a malta pode divorciar-se ou permanecer solteiro(a) e partilhar os prazeres da carne com quem muito bem entender sem ferir terceiros. 

De ZMB a 24.10.2017 às 10:35

E quando o homem adúltero não dá o divórcio por querer manter a posse e o estatuto na sociedade e a mulher não tem meios de recorrer â justiça?
Deve ela ficar em casa a ver telenovelas e ganhar uma depressão ou deve pagar-lhe na mesma moeda?
Contaram-me casos em que o homem falou com todos os advogados que a mulher conhecia e eles recusaram defendê-la porque 'se puseram do lado do marido'. Noutro caso, em estado mais avançado, em que o caso chegou com uma intimação por escrito para ele ir depôr a tribunal, ele arranjou maneira de ter um acidente e ser internado para operação e não poder comparecer em tribunal... neste último caso era para não fazer a divisão dos bens,

De Fernando Lopes a 24.10.2017 às 12:12

Alguns divórcios são uma guerra suja. Como existirão homens a alinhar nessa guerra, também os casos de reporte de falsos abusos sexuais por parte dos pais aumentaram exponencialmente. Ou se tem caráter ou não se tem, não está relacionado com o género.

De Henedina a 01.11.2017 às 20:21

Não posso concordar mais. Neste momento é tão fácil que quem não o faz só pode ser traste (se homem).

De Fernando Lopes a 01.11.2017 às 20:41

Compreendo que deixar de ser amado possa ser difícil de encaixar, daí a fazer tudo para destruir o outro vai uma enorme distância.

De Alice Alfazema a 23.10.2017 às 22:41

Esta notícia é para mim uma verdadeira violência, facada, o raio que lhe queriam chamar, à conquista dos direitos de igualdade de género, à importância do tema violência doméstica e acima de tudo um mau exemplo para as novas gerações. É uma abertura a actos violentos tendo como base a Bíblia? Mas não somos nós um Estado laico? 

De Fernando Lopes a 23.10.2017 às 23:05

É transversal à justiça portuguesa. No caso Sócrates os meritíssimos juízes também debitaram a pérola «quem cabritos vende e cabras não tem de algum lado lhe vêm». Sem por em causa a culpa ou inocência do Sócas, isto é alguma forma de exercer a justiça? 

De Anónimo a 24.10.2017 às 10:46

Bom dia
Vivemos num estado democrático e o Sr. juiz pode pensar o que ele quiser em relação à "culpa" da mulher adúltera. Não é isso que está em questão.
A questão é que ele não pode, na função que exerce,  transpôr para uma sentença que irá afectar a vida de vários intervenientes, as ideias retrógradas e perigosas que tem. 
Porque são perigosas, por abrir um precedente para futuras decisões. 
Um  juiz para exercer o seu cargo com competência deve julgar respeitando a lei e não fazê-la. 
Só espero que a sua carreira se limite ao Tribunal da Relação, o que só por si já é mau. 
MM
 

De Fernando Lopes a 24.10.2017 às 12:13

Disseste tudo.


Beijo 

De Anónimo a 24.10.2017 às 12:56

Há aqui perto de casa um velhote que vende calhaus com a etiqueta "para arremessar a juízes sem juízo" e comprei 17 delas.
Filipe apocalíptico 

De Fernando Lopes a 24.10.2017 às 18:37

Não faças isso, ainda és preso e condenado por um «colega» a trabalhos forçados.
Fernando contra corporações


De Anónimo a 25.10.2017 às 03:58

Deixem-me trabalhar.
Filipe que não o pode fazer







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