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«O adultério do homem é um gravíssimo atentado à honra e dignidade da mulher. Sociedades existem em que o homem adulto é alvo de castração até à morte. Na Bíblia podem ler que o homem adúltero deve ser punido com a morte.

 

Ainda não foi há muito tempo que a Lei Penal (Código Penal de 1886, artigo 372º ) punia com pena pouco mais que simbólica a mulher que, achando seu marido em adultério nesse acto o matasse.

 

Com estar referências pretende-se, apenas, acentuar que o adultério do homem é uma conduta que a sociedade sempre condenou e condena fortemente (e são os homens honestos os primeiros a estigmatizar os adúlteros) e por isso vê com alguma compreensão a violência exercida pela mulher traída, vexada e humilhada pelo marido.».

 

Basta trocar o género a que se refere este pedaço de merda a que chamam acórdão para se ver bem quão ridículo é. A legitimação da violência por um juiz devia na melhor das hipóteses, inibi-lo da profissão, na pior, leva-lo à cadeia por cumplicidade.

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17 comentários

De Alice Alfazema a 23.10.2017 às 22:41

Esta notícia é para mim uma verdadeira violência, facada, o raio que lhe queriam chamar, à conquista dos direitos de igualdade de género, à importância do tema violência doméstica e acima de tudo um mau exemplo para as novas gerações. É uma abertura a actos violentos tendo como base a Bíblia? Mas não somos nós um Estado laico? 

De Fernando Lopes a 23.10.2017 às 23:05

É transversal à justiça portuguesa. No caso Sócrates os meritíssimos juízes também debitaram a pérola «quem cabritos vende e cabras não tem de algum lado lhe vêm». Sem por em causa a culpa ou inocência do Sócas, isto é alguma forma de exercer a justiça? 

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    Tu és de pouco alimento, a despesa suporta-se bem....

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