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O meu bebé.

por Fernando Lopes, 4 Abr 17

Aquela conversa que os filhos são sempre crianças para os pais, infelizmente, aplica-se-me. Doze anos recém feitos, apercebo-me do seu crescimento quando nela tento pegar ao colo. E nas conversas. As conversas senhor, de quando em vez parecem um salto epistemológico. Surpreendo-me com o vocabulário, com a maturidade aqui e ali. O meu bebé cresce a olhos vistos. Demonstra sensibilidade, bom carácter, capacidade empática. Falávamos de homossexualidade e a sua atitude livre de preconceitos, pronta a aceitar o outro como é, não se importando com a norma, melhor ainda, negando a sua existência, tranquilizou-me. Nós, a escola, a sociedade, estamos a fazer um bom trabalho com as novas gerações.

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10 comentários

De Genny a 04.04.2017 às 20:50

A minha já tem 22 anos e quantas vezes olho para ela a recordar o tempo em que andava ao meu colo. Deixa tantas saudades.

De Fernando Lopes a 04.04.2017 às 21:17

Podes sempre tentar pegar na tua bebé ao colo. Óptimo exercício.

De Genny a 05.04.2017 às 09:47

Bom dia, Fernando!
Quando estou sentada ainda dá para ela se sentar em cima de mim. A nossa relação ainda continua cheia de mimos e muitas brincadeiras; eu ainda consigo ser mais maluca do que ela. 
Relativamente ao respeito para com os outros e suas orientações é dos temas que ela nunca teve qualquer tipo de preconceito, muito pelo contrário, sempre defendeu e aceitou a "diferença".

De Fernando Lopes a 05.04.2017 às 12:36

Nesse aspecto muita coisa mudou e os jovens são um dos grandes motores dessa mudança.

De alexandra g. a 04.04.2017 às 21:30

:)


que bom, ler isto! Sinto exactamente o mesmo, aliás, não partilho nada de nada daquela faladura rota "que os jovens isto e aquilo, está tudo perdido!". Bardamerda, são óptimos, a minha (oh Genny, tb com 22 anos :) porcelana chegou a zangar-se com os melhores amigos precisamente por questões destas (o que lhe valeu o apreço de amigos cuja orientação sexual desconhecia e se revelaram, em privado, agradecendo-lhe: relembro que isto é uma vila...). A minha nigga (tem 18) passou por idênticas situações, o comportamento, idêntico. 


Ambas hetero, mas participando nas manifestações transgénero, LGBT, etc., por exemplo, onde estão amigos, amigas. E respeito, acima de tudo, respeito, pela individualidade :)


Bebés, sim, tão bom, Ferdinand :D

De Fernando Lopes a 04.04.2017 às 22:16

Os jovens são ... jovens. Com a generosidade que devem ter, as patéticas «certezas inabaláveis», a crença que podem mudar tudo. Não são melhores nem piores do que fomos, são diferentes, num mundo mudado, em muito para melhor. Isso digo com certeza, AGORA, é muito melhor que «no meu tempo».


Beijos para os dois.

De Anónimo a 05.04.2017 às 06:28

Não tenho colo suficiente para estas 3 mulheres em permanente vai-vem.
Filipe lesionado

De Fernando Lopes a 05.04.2017 às 07:26

Não precisas de ter, basta que o confesses com sinceridade. As mulheres são sensíveis às nossas fragilidades desde que tenhamos a capacidade de as confessar.
Fernando ensonado

De Pequeno caso sério a 12.04.2017 às 11:07

:)
São cada vez mais raros estes "exemplares" e  pelo que temos assistido nas notícias , quase parece mal que assim sejam.
Não foi com alguns filhos que falhámos enquanto sociedade...foi com alguns pais.


Mas sim Fernando ,é maravilhoso ver as nossas meninas transformarem - se em mulheres com ideias próprias. Deste lado já se contam quase 15...e ainda ontem chorava que não queria ficar no infantário! 
;)

De Fernando Lopes a 12.04.2017 às 20:22

Estou em crer que é uma questão cultural. Pais mais informados e tolerantes criam filhos com igual visão do mundo. E sim, crescem estupidamente depressa. :)

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