Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Não há cu que não dê traque.

por Fernando Lopes, 17 Fev 16

No edifício onde trabalho, majestoso de seis pisos e três elevadores, talvez laborem mais mulheres que homens. Ora hoje de manhã cheguei inusitadamente cedo uma vez que tinha ido levar a filha a um passeio do colégio. Todos sabemos que os homens, quando entre amigos, soltam sonoras bufas e riem-se como crianças, numa espécie de concurso que se poderia denominar «O Peido Mais Alto».

 

O flato, esse acto natural de expelir ventosidades da tripa por um orifício pré-designado para o efeito não é porém um exclusivo masculino. Vi até um documentário em que homens e mulheres através de umas cuecas especiais que terminavam num balão, mediam densidade de puns per capita e que esta tem mais a ver com a dieta e altura do indivíduo que com o sexo.

 

Dou esta nota científica para corroborar a minha tese: as mulheres peidam-se, com discrição mas peidam-se.

 

Ao abrir a porta e entrar elevador deparo-me com uma senhora e um cheiro a ovos podres misturados com couve. A mulher ruboresceu e saiu no rés-do-chão quando eventualmente pretendia subir mais uns andares. Inebriado pela pestilência apeteceu-me dizer-lhe:

 

- Ah, ah, apanhei-a! A senhora peidou-se. Se fosse um homem, fazia aqui um pé-de-vento (não estou certo que esta seja a expressão apropriada).

 

Sustive a respiração e deixei-a seguir em paz pensando na velha canção da «Banda do Casaco» em que o refrão sentenciava uma verdade inquestionável: não há cu que não dê traque.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Temas:

4 comentários

De redonda a 17.02.2016 às 01:27

Fez-me lembrar duas histórias que me contaram do Bocage (não sei se são ou não verdade, nem me lembro de quem as contou).
Numa delas o Bocage estava a jantar com duas senhoras, estando lá também um cão. Uma das senhoras soltava-se e culpavam o cão, ameaçando o Bocage mandar o cão embora e opondo-se veementemente a senhora a tal ideia com "deixe ficar o cãozinho"
Na outra o Bocage apercebendo-se de uma situação em que uma senhora se tinha soltado, vem publicamente em seu socorro e clama em voz alta: "o p.... que esta senhora deu, não foi ela, fui eu". Isto é que era um cavalheiro!

De Fernando Lopes a 17.02.2016 às 18:56

Também fui, Gábi. Sustive a respiração e não comentei com ninguém, excepção feita ao blogue. :)

De Genny a 17.02.2016 às 10:44

Bom dia, Fernando!
O que me ri com este post!
Confesso - dou traques, mas é só de manhã quando estou sozinha no wc Image

De Fernando Lopes a 17.02.2016 às 19:00

Genny, é uma função orgânica normal, nada que seja de publicitar ou embaraçar. Felizes puns.
Image

Comentar post

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback