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Morto por dentro.

por Fernando Lopes, 30 Nov 15

Lentamente, apercebemo-nos que as palavras nada valem. Que a dor se instala e toma conta da alma. Há quem na angústia gere obras de arte, outros como eu, num exercício vão de onanismo tentam a catarse através de palavras, palavrinhas e palavrões que são imprestáveis. Quando algo se quebra em nós resta contemplar os cacos, como se uma visão externa se tratasse. Não existe remédio para esta ânsia de viver que tropeça nos sobressaltos da velhice. Melhor calar-me por ora, até que a vontade de viver e partilhar volte. Morram as ilusões, viva a ilusão!

 

Fecha-se temporariamente esta taberna, esperando que as obras de remodelação no taberneiro surtam efeito. Até sempre.

 

P.S. - Sem outras maleitas que não as da alma, agradeço a simpatia e carinho demonstrados. Porque sei que mesmo por entre o céu mais cinzento há sempre um raio de luz, não é isto um adeus, apenas um até breve.

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56 comentários

De pimentaeouro a 02.12.2015 às 22:40

Melhoras rápidas e volte dentro em breve.

De Fernando Lopes a 03.12.2015 às 19:04

Obrigado, João. As minhas tormentas são insignificantes face às suas.

De redonda a 02.12.2015 às 23:24

Espero que seja um até breve muito breve - gosto de passar por aqui, gosto muito de como escreve, gostei muito de alguns textos que li aqui e do que conheci de si, de nos conhecermos pelos comentários, de responder ao que eu escrevo, e não quero que o Diário do Purgatório acabe, mas sobretudo, espero que os momentos cinzentos passem (não gosto deles) e que venham dias melhores.
um beijinho
Gábi

De Fernando Lopes a 03.12.2015 às 19:13

Estive a ouvir a tua entrevista «radiofónica». Bela voz, Gábi. 

De Anónimo a 03.12.2015 às 08:31

A morte por dentro também pode vir ao blogue, pela parte que me cabe, os muitos felizes causam-me tédio. E os blogues não são para fazer escritores ou os dar á luz, escreva sem problemas nem complexos, autêntico como é tantas vezes. O que nos trazem os blogues? Pessoas, outros que não nós. Vivem em sítios diferentes, trabalham noutras coisas, vivem outras vidas, isso enriquece-nos. Para mim é apenas esse o seu valor. 
Volte se lhe apetecer e cá estaremos para trocar ideias consigo.
Um abraço aqui do sul.
~CC~

De Fernando Lopes a 03.12.2015 às 19:18

Entendo-a bem, é muito mais importante o conteúdo que a forma. Mas quando se está mortificado, quando tudo parece medíocre ou mau, o melhor é parar de deixar fluir. Tenho como vizinhos mais demónios que deuses, mas sempre fui assim; um palhaço extrovertido para enganar a depressão.


Até já e obrigado.

De golimix a 03.12.2015 às 10:13

Faxabori de não nos deixar!

Mas faz bem um afastamento volta e meia. Eu, mesmo que sendo à força, tenho andado afastada. No entanto mesmo que afastada das teclas não consigo afastar-me de quem conheço aqui, de quem leio e do que leio.

Podes não gostar do que escreves e sentires que te falta mais, somos demasiado exigentes connosco próprios. Fica, no entanto, a saber que tens muita gente que ficará mais pobre por não te ler.

BjnhosImage

De Fernando Lopes a 03.12.2015 às 19:19

Vou continuar a ler os meus blogues ali da listinha ao lado, quem sabe descobrir novos, e um dia destes volto.


Beijos e as melhoras.

De Alice Alfazema a 03.12.2015 às 20:14

Não sei bem o que escrever, estou triste, afinal são anos a entrar nesta taberna. Espero que seja apenas o tempo de estofares as novas cadeiras e de mudares os copos. Entretanto haveria de gostar de poder ler aquele livro que tens na cabeça, e de ir aí acima pedir um autografo ao taberneiro.


Que esta fase te seja levezinha. 


Um abraço e um caneco Image

De Fernando Lopes a 03.12.2015 às 22:10

Alice, o taberneiro vai renovar-se, arranjar copos e mobília nova, pensar em novos petiscos sem deixar de lado o menu habitual. Partilhará novas «estórias» e canecos até mais não, só precisa de reformular a caixa de pirolitos que lhe assenta sobre os ombros.


Até lá, bebe um caneco por mim.
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De carla romualdo a 04.12.2015 às 15:39

Há tabernas que devem deixar sempre a luz acesa à janela, ainda que o taberneiro se ausente. A freguesia fica a saber que não perdeu a casa, apenas terá que aguardar pelo momento oportuno. Quando a porta reabre, entra-se e retoma-se a conversa, como se a tivéssemos deixado a meio ainda há pouco. 

Que seja proveitosa e breve a ausência, é o que posso desejar.


De Fernando Lopes a 04.12.2015 às 16:22

Receber um comentário seu é o equivalente a um fanático de cinema ter um filme visionado por Orson Welles. Está a taberna encerrada temporariamente para pequenas obras de remodelação, pois tão ilustres clientes merecem menu apurado. Continuarão a ser servidas as tradicionais iscas e demais acepipes tradicionais, respeitando a receita original, pois para modernice já basta a «Conga» servir folhado de alheira em cama de rúcula. :)


Permita-me um abraço apertado de carinho e admiração.

De carla romualdo a 05.12.2015 às 13:35

Que exagerado, o taberneiro :-) Cá fico à espera do menu, sem modernices. E retribuo esse abraço.

De Maria Manel a 07.12.2015 às 10:42

(Sei que tudo o que vem do lado religioso não te diz grande coisa, mas mesmo assim...)
A nossa existência não é um movimento circular - embora doloroso, atravessar o deserto é "obrigatório" para quem tem mais conteúdo do que sobreviver ao dia a dia.


Estou contigo!


Bjs

De Fernando Lopes a 07.12.2015 às 19:07

This is a video response to Maria Manuel:


https://youtu.be/H_a46WJ1viA



Beijo.

De Anónimo a 09.12.2015 às 23:35

👀

De Fernando Lopes a 10.12.2015 às 18:58

Big Brother is watching you? :)

De henedina a 09.12.2015 às 23:36

👄

De Fernando Lopes a 10.12.2015 às 18:59

ImageImage. Sempre em dobro, Henedina, sempre em dobro. 

De henedina a 10.12.2015 às 23:54

Os olhitos tb era eu...step by step :)

De henedina a 18.12.2015 às 18:57

Tenha um bom natal Fernando...coma bem...não demais ;)

De Fernando Lopes a 19.12.2015 às 10:09

Não é fácil, mas prometo tentar.


Um enorme abraço natalício, oh,oh,oh, e essas coisas todas.
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