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Marvin Gaye.

por Fernando Lopes, 10 Dez 17

No restaurante onde almoço durante a semana – o das couves, Filipe – os empregados rodam com alguma frequência. Recordo com saudade o Luciano, um rapaz brasileiro, alto e magrinho, que era uma autêntica máquina. Fixava tudo, servia sempre com um sorriso, uma piada e uma rapidez alucinante. Acabava o turno completamente transpirado, tal o esforço de físico e de concentração que aquelas duas horas de gás a fundo implicavam. Havia também o Márcio, refilão encartado, mas sempre pronto para agradar e satisfazer os pedidos mais improváveis. Agora servem dois jovens brasileiros, a Lorrana, simplificado para Lô e o Higor, que quando me confessou que o seu nome se escrevia com H levou logo com a alcunha de Igor com H. A Lorrana está grávida, quando lhe perguntei o nome do bebé, disse-me que tinha escolhido Marvin.

 

- Fixe, como o Marvin Gaye, disse. Ela olho para mim, franziu o sobrolho e afastou-se. Passado uns minutos aproxima-se de mim e pergunta:

 

- Seu Fernando, já me tinham falado nisso do gay. Que é que é isso?

 

- Lô, não tem nada a ver com gay, é Gaye, com é, era um cantor americano muito conhecido, há uma música dele «Sexual Healing» que deve ter ouvido, foi muito popular nos anos 80.

 

 

Dúvida desfeita, mãe tranquilizada sobre o bullying ao seu futuro rebento.

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4 comentários

De Fernando Lopes a 10.12.2017 às 17:32

É verdade, mas creio que nenhuma mãe quer que um filho tenha um nome que possa ser alvo de chacota. Compreendo bem a preocupação dela.

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