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Mais de tasca que de salão.

por Fernando Lopes, 3 Dez 16

Aprecio os tipos delicados, calmos, elegantes. São tudo o que não sou. Ainda hoje, num almoço de amigos, brindei-os com a minha excessividade, a voz grossa, o vernáculo, o meu jeito especial de fazer de qualquer taberna a minha casa. Ocasionalmente sujeito a ambientes elegantes, consigo comportar-me discretamente, com a sobriedade mínima para não destoar demasiado. Mas sou demasiado exuberante, apalhaçado, bruto. A tasca é o meu meio, a conversa, aquilo que gosto verdadeiramente. Digo isto com um sorriso, porque ainda hoje tiveram de colocar ponto final na troca de galhardetes com o dono do restaurante. Não fora isso, ainda lá estava, a comer petinga, beber vinho verde branco, ferrar broa com chouriço. Sou, definitivamente, um tipo de tasca, não de salão.

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7 comentários

De Genny a 04.12.2016 às 18:29

Já somos dois. Não sei usar os salamaleques de gente de salão 

De Fernando Lopes a 04.12.2016 às 19:17

Aprendi a usá-los, mas sinto-me como peixe fora de água.

De Anónimo a 06.12.2016 às 11:59

A taberna a quem a trabalha! Foi um almoço do caralho, Nando.
Filipe saltador de muros.

De Fernando Lopes a 06.12.2016 às 19:20

Quase me perdiam para a converseta, mas fui salvo.

De pimentaeouro a 07.12.2016 às 21:52

Bom proveito.

De Fernando Lopes a 07.12.2016 às 22:12

Não sei qual é a sua experiência João, mas as tascas são sempre tão mais divertidas que os salões.

De Anónimo a 08.12.2016 às 21:45

Navegamos pelas mesmas águas.

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