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Fui eu mesmo que fiz.

por Fernando Lopes, 18 Nov 15

Ter sido pai aos 42 é gerador de equívocos. Embora a maternidade e paternidade tardia se tornem cada vez mais frequentes, tenho de aceitar que um tipo grisalho – para dizer a verdade com mais brancas que outra coisa – passear-se com uma criança pequena pela mão não é vulgar. Por mais que uma vez me tomaram por avô da minha filha. Não lhes levo a mal, o normal entre os meus amigos é terem filhos na faculdade.

 

Uma vez, numa confeitaria, sentamo-nos, pedi um café e um croissant para mim e interroguei a cria. O empregado era um jovem, nos seus vinte e poucos. A filha apenas quis húngaros.

 

-  A sua neta não vai querer beber nada?

 

- Fui eu mesmo que fiz, não é neta, é filha.

 

Valeu pela prontidão da resposta e por ver o rapaz ruborescer e desfazer-se em desculpas o tempo todo.

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10 comentários

De Linda Blue a 18.11.2015 às 22:11

A minha mãe teve-me com 40 anos e eu vivi essa saga toda a vida. Ainda mais, numa época em que isso não era nada vulgar. Para além do que se "perdoava" menos na mãe do que no pai. E o meu era mais novo do que ela (meros 4 anos, mas era na mesma), portanto, eu tinha o "pacote" completo.
Um dia borrifei, as mães dos outros também envelheceram :)

De Fernando Lopes a 18.11.2015 às 22:46

Colocando-me numa perspectiva feminina deve ser mais complicado, mas hoje existem imensas mães com 40 e mais. Achei piada pelo embaraço do rapaz, e acho que fui pai quando tinha a dose de paciência certa - que tende a aumentar com a idade. 
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De redonda a 19.11.2015 às 01:05

O meu pai tinha 42 anos quando eu nasci :) tinha 39 quanto nasceu a minha irmã mais velha e voltou a ser pai com a minha irmã mais nova aos 44.

De Fernando Lopes a 19.11.2015 às 07:34

Três meninas, deve ser um pai mimado até mais não pelas filhas. ;)

De Corvo a 19.11.2015 às 22:26

Boa-noite, Fernando.
A meu ver o problema nem está tanto aí. É um pai a quem tomam por avô e com isso, vive seguramente bem.
O problema está depois, da falta de paciência para lidar com a prole, seja uma ou uma dúzia.
Depois dos cinquenta é irreversível. A paciência vai encolhendo na proporção da barriga que vai dilatando
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De Fernando Lopes a 20.11.2015 às 07:32

Comigo tem sido o oposto, Tenho mais paciência agora, devo estar a envelhecer sabiamente. 

De Sandra a 20.11.2015 às 11:23

Em criança era "bicho do mato" preferia ficar em casa com a minha avó durante as várias saídas dos meus pais, quer fossem para idas às compras, ou para festas da empresa onde o meu pai trabalhava, etc... Os meus pais levavam os restantes 4 filhos para todo o lado. Quando comecei a ficar mais sociável, já no princípio da adolescência, habituei-me a ouvir, quando saía com os meus pais, "Esta é a vossa netinha mais velha??" Bem, a minha mãe ficava furiosa!!! Eram as únicas vezes que eu me apercebia da ironia na voz dela!! Logo ela, que agora já com 75 anos, cheia de problemas de saúde, pensam que ela tem apenas 60!! :)

De Fernando Lopes a 20.11.2015 às 19:19

Não me faz mossa, para uma mulher pode ser mais melindroso. De qualquer forma a sua mãe está aí para as curvas, isso é que interessa. ;)

De Margarida a 01.02.2016 às 18:44

Passo por diversas situações semelhantes quando saio com o meu pai e com o meu irmão! Eu tenho 32 anos, o meu irmão tem 6 e o meu pai 58. Família que tem tanto de inconvencional como de feliz! 

De Fernando Lopes a 01.02.2016 às 19:09

Não me parece que as diferentes idades inibam o que verdadeiramente fundamental: afecto. :) 

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