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Festa cigana.

por Fernando Lopes, 7 Set 15

Sexta-feira, dia de reunião de pais para início do ano lectivo. Como é que se cimentam as ideias, debatem estratégias para que o ano corra de feição aos rebentos? Claro que um assunto sério só pode ser tratado com um jantarinho. Nessa reunião combina-se um fim-de-semana em Arcos. Qual é o tema que requer elevada preparação? O que se vai comer e beber. A Martinha leva já uma lista com tudo o que é necessário comprar, comida e bebida que dão para um exército.

 

Tudo isto é absolutamente normal até porque no dia seguinte temos um almoço da família da minha mulher. Passa-se o dia a conversar,  a comer e beber. Basicamente ando numa festa cigana permanente, correndo de almoço em almoço, jantar em jantar. Enfardam-se quantidades de comida que dariam para alimentar meia África, bebe-se o suficiente para criar um pequeno lago. Os próximos dois fins-de-semana obedecem já ao plano estratégico: comer e beber até mais não.

 

Não sei se as outras famílias, os vossos amigos, são iguais, mas entre os que me são queridos nada se passa sem uma especialidadezinha nova para provar e aquele vinho absolutamente imperdível. Como é que eu emagreço se os meus tempos livres são esta lufa-lufa mandibular, se os meus amigos e parentes têm sempre algo novo para trincar e estão possuídos por uma sede que faria corar um camelo após 15 dias de travessia do deserto?

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9 comentários

De redonda a 07.09.2015 às 22:29

Assim realmente não é fácil... :)

De Fernando Lopes a 07.09.2015 às 23:18

Para um tipo como eu, que se perde por boa conversa e melhor comida, tudo bem regado, já é um milagre não rebolar. ;)

De henedina a 08.09.2015 às 00:17

Vou ter bom feitio... Coma, coma se o faz feliz! 

De Fernando Lopes a 08.09.2015 às 00:30

Não posso, Henedina. Se me deixo levar, fico sem vesícula, sem fígado, sem nada. E depois a quem é que vai dar ralhetes? ;)

De henedina a 08.09.2015 às 00:41

Eu estava a ser cínica.

De Anónimo a 08.09.2015 às 21:57

Abemus vinhum!...e já agora um porquinho de barro para assar um chouricita...Heheheh...Abraço.Inté!

De Fernando Lopes a 08.09.2015 às 22:04

António, amigos como tu são meio caminho andado para a desgraça. :)

De Anónimo a 09.09.2015 às 20:41

Transparece dos seus textos que o Fernando é boa pessoa. Não duvido. Creio, todavia, que deveria abster-se destes relatórios. Alguns dos seu leitores pagam a água, a luz, a net e só porque esta lhes é necessária para trabalhar. Fazem um única refeição por dia, a tentar não comer tudo o que está no prato para possa sobrar alguma coisa para o dia seguinte. Se os encontrar na rua parecem pessoas normais porque disfarçam bem. Mas muitos têm fome, têm fome quase todos os dias. Claro que o Fernando merece tudo aquilo que come e bebe e sinceramente lhe desejo bom proveito. Mas a narrativa pormenorizada destas festas poderia bem ser evitada.

De Fernando Lopes a 09.09.2015 às 22:29

Não duvido que tenho uma vida melhor que muita gente. Encontrará certamente também poucos tão conscientes da fragilidade da sua condição. Não é por comer alheira, chouriço, frango assado ou bacalhau que passo à condição de insensível ou burguês. Caramba, não estou a falar de trufas ou caviar. Não vejo que o que tenha escrito possa ser ofensivo, trata-se de reuniões de familiares e amigos, como ocorrem aos milhares, todos os dias. Não sendo insensível às dificuldades de muitos, também não acho que me deva censurar. Respeito a sua opinião, mas no dia em que começar a pensar sobre isso antes de escrever, não passarei de mais um escravo do «politicamente correcto». E isso eu não faço. 

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