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É oficial, sou um querido.

por Fernando Lopes, 25 Jan 17

Quem, como eu, trabalha na área de RH tem de ter uma noção de serviço. Tanto quanto as regras – que importa cumprir e fazer cumprir – é fundamental ajudar o outro. Uma das minhas tarefas é apoiar novos pais e mães com a legislação, explicar os procedimentos administrativos e outros, esclarecer as dúvidas. Faço-o com enorme gosto, procurando sempre, dentro das regras, a melhor via para resolver todos os escolhos que a burocracia coloca. Recebo muitas vezes agradecimentos de pessoas auxiliei e de que me nem recordo. Hoje, uma nóvel mãe, enviou um email a agradecer o apoio prestado durante licença de maternidade. Chamou-me querido. Só fiz o meu trabalho, mas é sempre agradável vê-lo reconhecido. Querido? Sou eu, o tipo dos RH.

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16 comentários

De Ana A. a 25.01.2017 às 19:24

Para mim é difícil imaginar o Fernando nos Recursos Humanos. Logo, só poderia marcar a diferença nessa área como se comprovou! Mais do que "querido" é Humano, no sentido benévolo da palavra, que é disso que as relações humanas precisam!

De Fernando Lopes a 25.01.2017 às 19:29

Foi o destino que me levou para lá, mas porque é que lhe é difícil imaginar-me nos RH? Ajudar é sempre o nosso papel primeiro, essa noção de «servir» e de «as pessoas antes de tudo» é fundamental nesta área. 

De Ana A. a 25.01.2017 às 20:03

Porque dos contactos que tive com os R.H. das empresas, quer como funcionária quer como candidata em entrevistas, as pessoas  eram frias e calculistas, estavam nitidamente numa postura de "braço direito" dos patrões e sempre com aquele ar de quem domina o jogo e tem nas mãos o poder de te descartar...ou não! Por isso, é que acho que o Fernando não se encaixa nesse perfil. Mas ainda bem, que há lugar para a diferença, também aí.

De Fernando Lopes a 25.01.2017 às 20:09

Como bem sabe, nunca fui a voz do dono nem tenho feitio para isso. Ocasionalmente, cumpro ordens que não me agradam ou de que discordo, mas faz parte da função. A experiência diz-me que, muitas vezes, esforçar-se para ajudar já cria empatia com as pessoas. 

De Genny a 25.01.2017 às 19:54

Boa noite, querido Fernando! Image

De Fernando Lopes a 25.01.2017 às 19:57

Se tivesse uma réstia de jeito para bricolage, então era verdadeiramente um «querido».
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De Genny a 25.01.2017 às 20:00

Tens jeito para outras coisas e prova disso foi o email que recebeste dando origem a este post. 

De Fernando Lopes a 25.01.2017 às 20:05

Não trabalho para a «fotografia», mas é sempre bom saber que fomos uma ajuda. 

De Genny a 25.01.2017 às 20:16

Acho que o melhor reconhecimento que podemos receber é sentir que fomos úteis para os outros. Receber algum agradecimento de uma forma espontânea, só prova que o trabalho ficou bem feito.

De Fernando Lopes a 25.01.2017 às 21:23

Ser útil. É isso que importa.

De Um Jeito Manso a 25.01.2017 às 22:35

No outro dia, numa reunião com consultores, fui surpreendida por uma novidade: a expressão Recursos Humanos está prestes a cair em desuso. Agora designa-se por 'Pessoas'. Portanto, assim sendo, tenho a dizer-lhe que o seu trabalho é na área das 'pessoas'. 

De Fernando Lopes a 25.01.2017 às 23:09

De pessoas, pelas pessoas, para as pessoas. Onde é que eu ouvi algo parecido com isto?
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De Pseudo a 26.01.2017 às 14:35

Confirmo: és. :)
Mas peracaso imaginava-te a trabalhar num banco ou nos seguros :P

De Fernando Lopes a 26.01.2017 às 15:05

E quem te garante que não trabalho nos RH de uma seguradora ou banco? ;)

De Pseudo a 26.01.2017 às 15:07

Absolutamente ninguém. Atirei o barro à parade p'ra ver o que viria a seguir :P

De Fernando Lopes a 26.01.2017 às 16:02

Deixo-te na dúvida.
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