Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Do exagero na disponibilidade.

por Fernando Lopes, 28 Mai 17

Em mais de trinta anos de trabalho passei por muitos episódios caricatos. Tive como chefias pessoas muito inteligentes, outras nem por isso. Faz parte. O início da minha vida profissional foi num projecto demasiado avançado para o seu tempo. Em 1989, através de um terminal específico já se podia encomendar do supermercado ou consultar saldos bancários. Sim, há vinte e sete anos, tal já era possível em Portugal. O projecto ainda hoje é um case study de como uma ideia brilhante implementada prematuramente pode fracassar. O homem que teve a ideia emigrou para onde os prados eram mais verdes e durante um ano tivemos um chefe que, boa pessoa, era um bocadinho bronco.



Numa reunião em que estava presente, diz a uns potenciais clientes:

 

- A [nome da empresa] está de pernas abertas!

 

Torci-me todo para não me desmanchar a rir na cara do homem, ainda hoje quando me falam de disponibilidade deixo escapar um sibilino «estou de pernas abertas».

Autoria e outros dados (tags, etc)

Temas:

14 comentários

De Carlos A. de Carvalho a 29.05.2017 às 15:53

Pois é . Eu tive um chefe que montou uma palestra para todos os funcionários , onde falava da importância da família , de se manter o casamento e respeitar a esposa . Só tinha um "pequeno" problema , era amante da rapariga da recepção e tinha um filho com ela . Outro , falava sobre honestidade , de se vestir a camisa da empresa , só que como tinha o poder de dar descontos baseados em estratégia , até abaixo do custo , abriu uma empresa no nome de um cunhado e vendia para ele mesmo . Depois de tantos anos  , escuto as "conversinhas" e penso : quanta mentira e falta de vergonha nas ventas . 

De alexandra g. a 29.05.2017 às 18:01

Olha, o Carlos, que sôdade! :)
_______
p.s. - de patronagem imbecil não falarei, principalmente daquela que lambe cus (botas é pouco) e tem pernas/ânus abertos, em permanência (aarghh!!!).




De Carlos A. de Carvalho a 29.05.2017 às 19:57

Alexandra , muito obrigadinho pelas "sôdades " , até me lembrei da Cesária Évora . Vou confessar que tenho muita vontade de participar das conversas mas , como sou muito ruim de escrita e pior de acentuação , envergonho-me e fico na moita . Perto dos escrivas que por aqui andam , sou pouco mais que um burro mirandês . Aproveito para confessar a saudade que tenho de vocês , sem nunca vos ter conhecido .  

De Fernando Lopes a 29.05.2017 às 20:25

Agora sou que me vou meter na conversa e dar-te nas orelhas. Muito mais importante que a pontuação ou o português é o que queremos transmitir. Por favor não te inibas, aqui ninguém é juiz de ninguém. 


Abraço.

De alexandra g. a 29.05.2017 às 20:44

Carlos, já somos dois a dar-te nas orelhas, esperemos que não venham mais, que, orelhas, tens duas, e gostamos delas, está visto :)


O Ferdinand, como é hábito, falou com a máxima correcção, donde, respect!


Ah, e ainda beberemos todos uma imperial/tinto/tudo somado/etc., no Porto :D, 'cos it'll have to happen, this is all 'bout good fellows, having a nice chat, trying to laugh for a while :)


Sôdades, sim. Até aos copos, entre vários (amigos, atrevo-me a acrescentar :)

De Carlos A. de Carvalho a 29.05.2017 às 21:03

Depois desse puxão de orelhas ( no burro Mirandês ) e da forma carinhosa como fui intimado , vou tentar ser enxerido mais vezes . A próxima vez que for ao Porto , vou conhecer as pessoas que me ajudam e não me conhecem . Estranho mas verdadeiro . E olha que sou casado com psiquiatra . 

De Fernando Lopes a 29.05.2017 às 19:17

Ao fim de tantos anos, parece que tive alguma sorte, embora tenha gostado mais de uns que de outros, tipos maus ou mau carácter, ainda não apanhei. Este - era economista - ficou-me na memória porque não sabia o que era contenção verbal à frente de estranhos.

De alexandra g. a 30.05.2017 às 04:11

Certo dia dei um sonoro peido enquanto dava uma aula. Ninguém se riu o ainda hoje me deixa triste.
Filipe da...

De marca2@globo.com a 30.05.2017 às 16:10

Ninguém se riu por respeito à Senhora Professora mas , pense o que se riram e comentaram quando saíram da aula , contaram para todos os parentes e amigos . Também não tenho duvida que até hoje devem comentar o que aconteceu e mijarem-se de rir .

De alexandra g. a 30.05.2017 às 16:36

Ó Filipe do despassaramento!
Toca a fechar a minha sessão quando desejares comentar...

De Fernando Lopes a 30.05.2017 às 18:34

O peido que a Alexandra deu, não foi ela, foste tu!

De Anónimo a 30.05.2017 às 16:39

(p.s. meio envergonhadito - acho que confundi o Carlos: pensava no que foi para o meio dos bifes fazer o doutoramento; bom, seja lá como for, este Carlos também deve ser boa pessoa, e uma psiquiatra por perto não deixará que cometa 'estragos' :)


(p.p.s. para repôr os níveis de hidratação: )




De Carlos A. de Carvalho a 30.05.2017 às 20:35

Rindo muito . A minha esposa diz que pode atender alguns gratuitamente . Casou comigo crente que conseguiria consertar-me . Depois de 32 anos de casada ,olha para mim com ares de brava e diz :  joguei a toalha , desisto , tu só me fazes passar vergonha . . 

De alexandra g. a 30.05.2017 às 22:28

Aqui nos aposentos do querido Ferdinand porta-se muito bem, Outro Carlos :)


É convidar a esposa para que ela veja com os próprios olhos :D

Comentar post

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback