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Da ausência de empatia ao paternalismo.

por Fernando Lopes, 19 Out 17

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Marcelo sabe interpretar como ninguém o sentimento do povo. Talvez não do povo todo, mas do taxista, da vendedeira do Bolhão, do homem do talho. Não é desprimor para estas classes profissionais, são apenas um exemplo de um certo sentir geral. Costa e Constança manifestaram uma frieza perante a tragédia só explicável porque os citadinos vêem o campo como algo de distante, que já lhes não pertence, uma realidade paralela. Não é de perdoar.



O governo foi inábil? Certamente. Teimoso? Acho que sim. O que povo e a CMTV querem é gente chorosa a lambuzar o presidente. Não omitindo a gravidade de cem mortes – cem, um número que assusta – preocupa-me igualmente que o presidente sinta a necessidade de fisicamente ir oferecer um ombro amigo a quem necessite de depositar a sua tragédia nas espaldas do mais alto magistrado da nação. A postura de Marcelo, ditada também pelos media, de Jesus Cristo enfatiotado, a dar longos abraços e beijinhos, encerra mais que empatia, paternalismo. Esteve tão mal quanto o governo pelas razões opostas.

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7 comentários

De Fernando Lopes a 01.11.2017 às 20:47

Eu gosto do presidente, mas não é nenhuma vaca sagrada. Parece-me que foi paternalista mas esse paternalismo não foi inocente, serviu para marcar uma posição política. Marcelo é mestre nestas manobras, não se esqueça do episódio da vichyssoise.  

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