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As iludências aparudem.

por Fernando Lopes, 8 Ago 17

Estava com um amigo a conversar sobre a vida, o amor, as mulheres – nós homens, falamos tanto de mulheres como as mulheres de homens. Trocavam-se ideias sobre frustrações e sucessos, amores e desamores.


- Oh pá, há já 25 anos que vejo sempre o mesmo pipi.

 

O companheiro soltou uma sonora gargalhada. Constatou que pelo meu ar descontraído e desbocado tinha a ideia que seria um conquistador ocasional. Nada mais falso, é-me intrínseco ser caninamente fiel. Fiquei a pensar quantas pessoas me julgariam assim. A minha natureza informal é inversamente proporcional ao jeito e vontade para relações ocasionais.

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16 comentários

De Genny a 08.08.2017 às 19:58

 eu acho que teria a mesma reacção se te ouvisse dizer isso

De Fernando Lopes a 08.08.2017 às 20:14

Suponho que pelo meu comentário, não pelo facto de ser estupidamente fiel.

De Genny a 08.08.2017 às 21:33

E supões bem. 

De Anónimo a 09.08.2017 às 12:56

Quanto mais conheço as mulheres menos me conheço a mim o que se torna um pueril divertimento.
Filipe utente de hospitais em regime de longa duração

De Fernando Lopes a 09.08.2017 às 20:17

Podes  citar Platão, nem assim alguém te levará a sério.
Fernando solidário com o zarolho

De alexandra g. a 09.08.2017 às 21:33

Ninguém é 'isto' ou 'aquilo'.
Enquanto namorei, dei "umas voltas" (mas tratou-se, o namoro que resultou em casamento), muito por conta das saídas dele até horas mui altas, a quantidade de mulherio que o rodeava e, enfim, sei lá eu que mais (e até considerei que, apesar dos avanços, ele não terá cedido). Casei e tornei-me, como referes, "caninamente fiel", o que me valeu exactamente o que tive, antes: grávida, por duas vezes, não conseguir dormir, à espera dele, por vezes até às 7 da manhã. Concedi às minhas filhas o tempo de terem um, O Pai, por perto, privarem com ele, etc. Depois, deixei-me de uma bondade que às meninas só faria mal, com o fluir do tempo "em família", tamanha a deterioração da relação entre nós.


O que eu acho, cada vez mais, é que se tem, ou não se tem, de todo, maturidade emocional. E o sentido de responsabilidade e respectiva capacidade de mudança que um assinar de papéis (ou até sem estes) e filhos (muito, estes) comporta(m).

De Fernando Lopes a 09.08.2017 às 21:51

Talvez a tua designação «maturidade emocional» faça sentido. Aplica-se-me desde novo, e tem a ver com o facto de não me dar bem com relações fugazes, por muito aliciantes que possam parecer. Nesta cabeça, uma envolvência afectivo-sexual, é uma aposta em gostar daquela pessoa e que ela goste de nós. Não para sempre, mas para todo o sempre possível. Talvez por isso tenha tido tão poucas mulheres na minha vida, mas foram todas excelentes pessoas e «apostas» ganhas. 

De alexandra g. a 09.08.2017 às 23:52

Faz todo o sentido, mon ami, será porventura das 3 ou 4 certezas que tenho, e logo eu, uma pessoa de dúvidas :)


___
(e não sei se leste aquelas coisas que escrevi sobre isto das emoções - obviamente, estava nelas implícita o crescimento - isto é, que a razão nasce das emoções; ora bem, se estas não amadurecerem...)

De Fernando Lopes a 10.08.2017 às 00:09

Esse epifenómeno do amadurecimento ainda não passou por aqui minha querida, sou emocionalmente tão imaturo como um puto de 15 anos. E gosto. 

De alexandra g. a 10.08.2017 às 00:17

enloucaste, Ferdinad?

primeiro, blánhónhóblá, que:
"Talvez a tua designação «maturidade emocional» faça sentido. Aplica-se-me desde novo, (...)"


e, agora, isto?
"Esse epifenómeno do amadurecimento ainda não passou por aqui minha querida, sou emocionalmente tão imaturo como um puto de 15 anos. E gosto."


__________
Prontch, paraste no tempo, mazólh'as consequências :P


De alexandra g. a 10.08.2017 às 00:33


ah!,


não, não enloucaste. Do muito pouco que conheço de ti, estás a brincar, o que é bom sinal :)

De Fernando Lopes a 10.08.2017 às 07:38

Dr. Jekyll & Mr. Hyde.

De redonda a 09.08.2017 às 23:12

agora fiquei a pensar em quem é que eu conhecia que costumava dizer essa frase das iludências aparudem

De Fernando Lopes a 09.08.2017 às 23:54

É coisa antiga de gente antiga como eu, Gábi.

De Anónimo a 10.08.2017 às 10:33

A minha imaturidade emocional não deve ser proclamada em vão!
Filipe que anda por aqui

De Fernando Lopes a 10.08.2017 às 19:20

Desculpe, Sr. Prof. Dr. Imaturo.

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