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A questão.

por Fernando Lopes, 20 Jun 16

tv_cedofeita.jpg Travessa de Cedofeita, Porto

 

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28 comentários

De Genny a 20.06.2016 às 09:45

Não...


Bom dia, Fernando! :) 

De Fernando Lopes a 20.06.2016 às 10:29

Ninguém com dois dedos de testa está, pois não, Genny?

De Genny a 20.06.2016 às 12:03

Nada melhor que a canção de António Variações para responder a essa questão.
Por vezes penso que ter sonhos é uma faca de dois gumes - se por um lado nos impulsiona a lutar por mais, por outro, a não realização dos mesmos leva-nos a responder negativamente a essa questão.

De Fernando Lopes a 20.06.2016 às 18:53

Sem essa ânsia nunca nos superaríamos. É normal querer a vida toda, o mundo inteiro. :)

De Carla a 20.06.2016 às 14:34

Não, mas para lá caminho!
A passos largos!! :)

De Fernando Lopes a 20.06.2016 às 18:55

Isso é bom, Carla.


P.S. - Quem é a giraça do LinkedIn? ;)

De Carla a 21.06.2016 às 15:27

Não sei... Image

De Catarina a 20.06.2016 às 14:59

Todos os dias, a Rua das Flores me faz essa questão.
Não, não estou. Mas espero um dia lá chegar.

De Fernando Lopes a 20.06.2016 às 18:56

E quanto lá chegares terás nova meta. Aproveito a dica da Genny para te dar uma resposta musical.


https://youtu.be/INpw3BaXVm4

De Catarina a 20.06.2016 às 22:49

Adoro essa música! Muito obrigada :D

De Fernando Lopes a 20.06.2016 às 22:54

Acho «A» grande estrela pop portuguesa. Quantos haverá que décadas depois de mortos tenham um baú de sucessos e letras actuais, capazes de serem aproveitadas por artistas de hoje como fizeram os «Humanos»?

De Catarina a 21.06.2016 às 08:49

Não existe. Ainda criaram outros grupos de homenagem a outros artistas, mas nenhum correu tão bem como "Humanos". Foi graças a eles que me reencontrei com António Variações.

De Fernando Lopes a 21.06.2016 às 19:06

Era muito à frente. Pop, rock, fado e música tradicional portuguesa, tudo misturado. Ninguém conseguiu esta fusão tão bem quanto o Variações. 

De Genny a 21.06.2016 às 21:37

Ainda há dias conversava isso com um amigo. Antonio Variações estava muito há frente da época em que viveu. Acho que não foi bem aproveitado e nem souberam reconhecer o valor dele.

De Fernando Lopes a 21.06.2016 às 22:26

Image

De Ana A. a 20.06.2016 às 18:35

Se eu pensasse que estava onde queria estar, provavelmente, sentiria enfado e ainda mais sem-sentido... 

De Fernando Lopes a 20.06.2016 às 18:59

Não, procurava mais, melhor. É a natureza humana. 


Chegara àquela idade em que lhe ocorria, com crescente intensidade, uma pergunta de uma simplicidade tão avassaladora que não tinha como a enfrentar. Dava por si a perguntar-se se a sua vida valeria a pena, se alguma vez valera a pena. Era uma pergunta, desconfiava ele, que assolava todos os homens a dada altura; perguntou-se se os assolaria com uma força tão impessoal como o assolava a ele. A pergunta acarretava uma tristeza, mas era uma tristeza geral que (pensava ele) pouco tinha que ver consigo ou com o seu destino em particular. Nem sequer tinha a certeza se a pergunta surgia das causas mais imediatas e óbvias, daquilo que a sua própria vida se tornara. Provinha, julgava ele, do acumular dos anos, da densidade de acidentes e circunstâncias, e do que aprendera sobre eles. Tirava um prazer cruel e irónico da possibilidade de o pouco que aprendera o ter levado a essa certeza: que, a longo prazo, todas as coisas, incluindo a aprendizagem que lhe permitia chegar aquela conclusão, eram fúteis e vazias, e por fim reduziam-se a um nada que não conseguiam alterar.

De Ana A. a 20.06.2016 às 22:37

É. A idade tem o condão de nos reposicionar no lugar de apenas mais um entre muitos, com os sonhos que não concretizamos e vivendo uma realidade com que não sonhamos! Se calhar o erro está nos sonhos! :)

De Fernando Lopes a 20.06.2016 às 22:45

Tem de ler o «Stoner» de John Williams. É uma reflexão sobre a vida e a capacidade constante de nos mantermos vivos, vivos no sentido de sonhadores, apaixonados, idealistas, muito para além do previsível. 

De redonda a 20.06.2016 às 19:25

É muito fácil responder: sim e não :)
(se imagino que poderia estar melhor, não, mas se me vejo confrontada com algo bem pior, sim)

De Fernando Lopes a 20.06.2016 às 19:45

Tens de ver isto mais pelo lado metafísico. ;)

De redonda a 21.06.2016 às 00:20

Até estava a tentar fazê-lo :)
(mas por alguma razão "fugi" do curso de filosofia e só terei caído lá porque andava a ler a Simone de Beuavoir na altura)

De Fernando Lopes a 21.06.2016 às 00:51

Curioso. Aterrei e por lá fiquei quatro anos. Quando me vim embora só me faltavam duas cadeiras. :)

De redonda a 21.06.2016 às 01:33

Fiz três cadeiras do 1º ano (filosofia antiga, filosofia do conhecimento e epistemologia, chumbei a hermenêutica do texto filosófico, passei para o 2º ano, e mudei de curso :) talvez nos tenhamos cruzado por lá, mas como foi no tempo em que me recusava a andar de óculos e ainda não usava lentes de contacto, não via ninguém :)

De Fernando Lopes a 21.06.2016 às 07:29

Gábi, tenho 53. Quando lá andei ou não eras nascida ou andavas a saltar à corda. :)

De Fernando Lopes a 21.06.2016 às 19:03

A hermenêutica ainda sou do tempo do Januário Torgal Ferreira. No meu 1º ano o curriculum era parecido. (Antiga, Epistemologia, Lógica e Filosofia em Portugal). O grande, grande Sardo foi meu professor de Lógica. :)

De redonda a 21.06.2016 às 21:24

Fernando, eu posso ser mais nova, mas não tão mais nova assim :) também tive o Januário Torgal Ferreira a hermenêutica (acho que é o único professor que para já me lembro do nome, de Filosofia) e fiquei a gostar dele, mesmo tendo chumbado à sua cadeira, afinal ele sabia o meu nome - ele sabia o nome de todos!

De Fernando Lopes a 21.06.2016 às 22:24

Há coincidências do caraças. Esta é uma delas. :)

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