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A nobre arte de ignorar.

por Fernando Lopes, 2 Fev 17

É sabido, este mundo está cheio de gente e situações pouco recomendáveis. Tens duas soluções: ou te transformas numa pessoa irascível e andas à chapada com meio mundo, ou ignoras. Alguém te ultrapassa pela direita e vira bruscamente para a esquerda obrigando-te a travar a fundo? Seria normal chamares nomes à mãe do senhor e buzinar a toda a força, certo? Ignora. O Costa lá da repartição é um filho da puta e tenta fazer-te a vida negra? Ignora. O teu companheiro(a) chegou a casa danado(a) e desatou a barafustar contigo? Em vez de partir para um mano a mano, ignora pá, ignora. O gajo do café está a dizer barbaridades sobre política internacional, e quase te apetece partir-lhe a cara? Ignora. Os factos, as pessoas, só têm a importância que lhes quiseres dar, se os ignorares não passarão de um breve e insignificante incómodo. Disse.

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8 comentários

De C.S. a 03.02.2017 às 00:14

Mas se ignorarmos tudo não estamos só à espera que a tempestade passe? Por outro lado, conseguir ignorar algumas coisas é capaz de nos poupar algumas rugas. 

De Fernando Lopes a 03.02.2017 às 07:27

Uma situação ou pessoa potencialmente geradora de conflito, se ignorada, tende a definhar, perder valor. Acredite que ignorar evita muitas complicações.

De Alice Alfazema a 03.02.2017 às 10:28

Eu sou perita na nobre arte de ignorar, aprendi que ao ficarmos irritados por aquilo que os outros nos fazem é uma demonstração de que lhes damos poder sobre nós. Portanto, quem manda em mim sou eu. :)

De Fernando Lopes a 03.02.2017 às 10:50

Exactamente o que penso, Alice.
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De Anónimo a 03.02.2017 às 14:02

Por esta e por muitas outras é que uma parelha encontradamente apaixonada não te.
 pode ignorar.
Filipe apadrinhado

De Fernando Lopes a 03.02.2017 às 14:58

Nem o padrinho ignora os seus afilhados favoritos.

De belitaarainhadoscouratos a 15.02.2017 às 09:37

e disseste bem, é o 'ignoro' que me faz aguentar os dias de trabalho numa sala que não sendo openspace quer imitar e com alguma gente a quem nem me apetece sequer colocar epítetos... se eu fosse dada a estudos, tería aqui assunto para um de sociologia, mas não sou, eu é mais bolos

De Fernando Lopes a 15.02.2017 às 12:19

Sei o que sentes, é comum a imensos ambientes, e não só de trabalho.

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