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«a Fábrica». Onde menos é mais.

por Fernando Lopes, 20 Mai 17

 

Fabrica1.jpgCopo de «Primavera», produzido in situ.

 

Nas minhas deambulações pelo centro da cidade passeio por uma das ruas que mais se transfigurou nos últimos anos, a da Picaria. Na era pré-Ikea era um bom local para se procurarem móveis baratos. Sobrevive apenas uma loja desses velhos tempos e toda a rua está ocupada por bares e restaurantes. Não tenho pachorra para multidões ou comportamentos de rebanho, pelo que tendo a fugir dos lugares da moda. Passou-se isso com o «Aduela», onde serviam umas magníficas tostas com pesto, invadido por hordas de candidatos a artista. O «Candelabro», no Largo de Mompilher, um alfarrabista dos meus tempos de infante hoje transformado em bar é um local agradável, mas já com excesso de gente. Também já por lá não anda a Mariana, uma jovem que servia canecos com a maior doçura do mundo.

 

Fabrica2.JPG Cubas, bancos, iluminação.

 

Fabrica3.jpgEsplanada para as traseiras da Rua do Almada.

 

 

Tinha visto esta cervejaria artesanal, de seu nome «a Fábrica», e fiquei com vontade de experimentar. Fi-lo hoje. É um local recuperado com bom gosto. Um corredor, mesas encostadas à parede, simples, quente, acolhedor. Passando por onde a cerveja é tirada, existe uma sala mais ampla e uma belíssima esplanada, que dá para as traseiras da Rua do Almada. Um belo local para um fim de tarde com os amigos a beber um copos, deitar conversa ao vento, petiscar. Experimentei duas cervejas, uma produzida no local, de seu nome «Primavera» e a «Super Bock 1927 Bavaria Weiss». A «Primavera» é extremamente suave, com um ligeiro toque de limão. Uma boa cerveja, a um preço mais que módico. A Super Bock tinha um amargor que me pareceu excessivo, muito inferior a uma cerveja alemã comum do mesmo tipo, a Erdinger. Não vos vou falar do fim de boca ou de outras mariquices, o meu palato não é tão sofisticado como o dos que distinguem num cunnilingus entre a a Maria e a Fernanda.

fabrica4.jpgOlhá bela loura.

fabrica5.jpg Pormenor de um candeeiro.

 

Fabrica6.jpgA fábrica propriamente dita.

Fabrica9.jpgA mão que dá de beber a almas sedentas.

  

Uma particularidade da «Fábrica» é que é lá que se produz a cerveja que bebemos. No piso inferior existe uma sala e a fábrica propriamente dita. É depois transportada para duas cubas de mil litros e daí para a barriguinha do consumidor. Sem engarrafamentos, sem sofisticação da treta, sem merdas. A lista das cervejas e dos trincantes é também ela diferente. Duas cervejas produzidas localmente, cinco Super Bocks praemium, pregos, hambúrgueres e linguiça. Local a visitar neste tempo que se aproxima, em particular a esplanada. Quem quer uma lista de cem cervejas com apenas três sabores de base e comida a armar ao carapau deve abster-se. Para os simplórios como eu, consumir sem moderação.

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2 comentários

De Anónimo a 21.05.2017 às 07:03

Averigua se servem copos-de-cerveja casamenteiros que vamos já a correr.
Filipe da noiva expectante

De Fernando Lopes a 21.05.2017 às 11:20

Fazemos nós a festa e deitamos os foguetes. Não esquecer que tenho uma costela minhota, foguetes é a minha cena.
Fernando apadrinhador

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  • Anónimo

    Se fores à Manta Rota leva um cabaz de tabefes.Fil...

  • Fernando Lopes

    Caracóis só do mar ... búzios. Antes comiam-se na ...

  • Fernando Lopes

    Obrigado, e que o trambolho esteja bem longe.

  • Anónimo

    Uns caracolitos regados com uma loirinha cheia de ...