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A arte de não se levar a sério.

por Fernando Lopes, 27 Jun 16

Há um blogger que diz «Não Entendo As Mulheres», eu, quanto mais as entendo menos as percebo. Se, como fiz num comentário abaixo, refiro que as mulheres portuguesas são mais retraídas e conservadoras em relação a sexo, logo ficam zangadas. São no entanto as próprias as primeiras a sentirem-se desconfortáveis perante pessoas do sexo feminino com uma escolha de parceiros menos criteriosa. Não sou juiz, estou-me nas tintas para a forma como cada uma das senhoras gere a sua vida sexual. Não é segredo para ninguém que sou estranhamente feminino nesse aspecto, fodendo porque estou apaixonado, não fodendo para me apaixonar. Há milhares de tons de cinzento, cada um de nos transporta consigo a sua mundividência, nada do que escrevo tem importância. São observações, pensamentos falados alto com elevadas probabilidades de estarem errados.

 

Nestes anos muita coisa mudou, há uma atitude mais igualitária em tudo na nossa sociedade, comportamentos sexuais incluídos. Cada um(a) faz o que entende, com quem entende, como entende. Obviamente procuro atitudes, visões, sensibilidades iguais à minha, já dizia o Carlos Tê «não se ama alguém que não ouve a mesma canção».

 

Nada disto implica superioridade moral, nem minha nem de quem como eu pensa e age. Nada, mesmo nada do que aqui escrevo, deve ser tomado como exemplo do pensamento masculino, dada a atipicidade da minha atitude perante estas questões como pelo facto de o padrão ser não existirem padrões.

 

Sinceramente, «who gives a fuck about what Fernando thinks?» Por amor de deus não me levem a sério, que eu também não.

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12 comentários

De redonda a 27.06.2016 às 00:36

 I give a fuck (até estou a escrever um palavrão em estrangeiro e tudo) gosto de como pensas (mesmo quando discordo), gosto de estar a conhecer-te através do blogue e de sentir que aqui posso brincar ou falar a sério em comentários, por isso I give a fuck  :) (claro que sem ser no sentido literal, enquanto portuguesa conservadora)

De Fernando Lopes a 27.06.2016 às 00:45

O paradoxo é que a forma com pensas e ages pode ser completamente oposta. Estive recentemente com um «camarada» que ideologicamente é de esquerda e no entanto é capaz de ser profundamente burguês, dando importância a coisas como num restaurante, ser servido pela esquerda e não pela direita. Pessoas com uma mentalidade «progressista» podem ser assustadoramente conservadoras em relação a comportamentos sexuais e por aí fora, basta ver a atitude dos comunistas em relação aos homossexuais. 

De alexandra g. a 27.06.2016 às 00:57

Fernando, se há homem que sempre adorarei, é um primo do meu ex-marido, por exemplo, com a sua dose assumida de brasonado e de gajo de esquerda e de excelente professor e de bom pintor e de escriba esquisito e de marido de merda e de pai ausente e de primo emprestado e de pessoa triste com o suicídio do irmão e de poeta falhado e de óptimo cronista... :)


_______
quanto aos comunas vs homossexuais, a que geração te referes, exactamente?


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quando falamos de alguém, falamos de quem, exactamente, ou de quantas pessoas?
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obviamente, não preciso de mencionar nada mais :D

De Fernando Lopes a 27.06.2016 às 01:04

É um desse género, um camarada que tem um burguês enfiado no cu.


______________________________________


Não há gerações, o credo oficial diz que não há camaradas paneleiros.


_______________________________________


Impossível saber, sobretudo para quem como eu faz monólogos disparatados de fazer corar qualquer assíduo do «Speaker's Corner». 

De alexandra g. a 27.06.2016 às 01:16

C'mon:


- tu não fazes monólogos, tens interlocutores... duh!
- bem sabes que ninguém é 'uma só pessoa'
- invariavelmente, é na diferença que encontramos diálogo...
-  duh!
-  duh! 
- (repito-me, bem sei, mas gosto muito, sou uma espécie de revolucionária :)
- e não me chateies, ou levas uma martelada na pinha, mas à séria, que a prenda de casamento dele (o primo) fui eu que a escolhi: a bela vista da casa, uma tela do diante da grande varanda inicial, e abdiquei dela, por ter abdicado do, er, coiso).
- e o caraças, pá!
- caneco.

De Anónimo a 27.06.2016 às 11:26

Vou arrancar os calções de ganga do armário.Também eu me estou cagando para cenas tipo coiso apesar de andar a reler Montaigne.
Filipe imoralista.

De Fernando Lopes a 27.06.2016 às 13:50

Tudo menos calções, pá. Com essas perninhas ainda acabas nalguma cutelaria vimaranense. :)

De Pseudo a 27.06.2016 às 18:44

Como entertainer que és, nem sempre te levo a sério, admito.
Mas quando acontece, até chego a dar-te razão. Image

De Fernando Lopes a 27.06.2016 às 18:57

Entertainer é o modo mais sofisticado como já se referiram às minhas palhacices. Tás'ma dar graxa?Image

De Pseudo a 27.06.2016 às 18:59

Não preciso de te dar graxa, ora. Irás entreter-me/-nos sempre que te apetecer. Image

De Anónimo a 27.06.2016 às 22:46

Esparvoar é o melhor caminho para uma boa saúde mental! 
~CC~

De Fernando Lopes a 27.06.2016 às 23:27

Tento «esparvoar» acima das minhas possibilidades.

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  • Fernando Lopes

    Esta não é totalmente surda, ouve muito mal mas re...

  • alexandra g.

    Uma bela albina, poderia ser gémea da gata da minh...

  • Fernando Lopes

    Tu és de pouco alimento, a despesa suporta-se bem....

  • Anónimo

    Com a poupança que tens tido nos almoços comigo e ...