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Nunca mais me apanham noutra!

por Fernando Lopes, 30 Ago 14

Prometi a mim mesmo que nunca faria isto, e no entanto, fracassei. Eu, que odeio selos, correntes, esquemas de pirâmide, desafios, ou coça-me as costas que eu coço as tuas, deixei-me levar nesta. A culpada é a Golimix, do blogue «Eu tento, mas meu tento, não consegue!» que lançou as cinco questões abaixo. Porque gosto dela, e apenas por essa razão, aqui ficam as Q&A.

 

1º Para que serve este blogue?

 Quando o criador não consegue encontrar utilidade na criatura, torna-se impossível explicar.

 

2º Que tipos de assuntos são abordados neste espaço?

Fotografias, observações, pensamentos, notas, «estórias», tenteios de ficção, aqui, como na vida, cabe tudo. Podem acusar este blogue de ser cretino, mas ecleticamente cretino.

 

3º Qual a melhor coisa que te trouxe este blogue?

Descobrir gente que admiro, uns pela prosa, outros pela sensibilidade, outros ainda pelo sentido de humor.

 

4º O que poderias melhorar no blogue?

A qualidade dos textos. Raramente me dei nota igual a sofrível.

 

5º O que esperas para o futuro de teu blogue?

Aplico aqui a minha filosofia de vida. Deixar fluir, ser levado pela corrente, com uma única condição: manter a integridade. Já não é pouco.

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Comecei a escrever por incentivo da minha amiga Xana, e com toda a franqueza, sempre dei aos meus textos nota de medíocre. E no entanto conseguem-se estabelecer relações com quem está do lado de lá do ecrã. Tenho pouco mais de um trintena de clientes regulares, que todos os dias me honram com a sua visita. Este blogue nasceu no Blogger e mudou-se de armas e bagagens para o Sapo muito por culpa da Treza. Fez um excelente template como modo de me abraçar e dar as boas-vindas à família do batráquio.

 

A Treza é profissional de web-design, e estranhamente adoptou-me, ou melhor, adoptámo-nos. Da sua cabeça surgiram novas propostas para tornar esta taberna mais legível em dispositivos móveis. Trabalha graciosa e simpaticamente pela simples razão de que gosta da prosa incipiente que por aqui passa.

 

Não podíamos ser mais diferentes, ela é das tecnologias, eu das letras, ela magra, eu gordo, alfacinha a trabalhar com tripeiro. Esta empatia levou-a a dar-me conselhos, apoiar-me, facto muito importante para quem não padece da doença da moda – ego auto-inflado.

 

Em breve vão existir mudanças por aqui, totalmente mérito desta minha amiga. Obrigado, Treza. 

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a sétima onda.

por Fernando Lopes, 31 Mai 14

Admirador quase incondicional de J. Rentes de Carvalho, assisti com enorme prazer à homenagem que lhe foi prestada no âmbito do LeV. Não escrevi aqui sobre a sessão por duas razões: as minhas palavras nada iram acrescentar e por um prazer egoísta de quem resguarda um pequeno tesouro como se fosse só seu. Ao contrário de Soliplass, que tive o enorme prazer de conhecer, o meu talento com as palavras é reduzido, mantendo distância respeitável e embaraçada humildade, quase reverência, perante brilho alheio. Inspirado pelo  meu novel amigo – acho que o posso chamar assim – um frequentador assíduo de alfarrabistas tanto em Portugal como no Brasil, lancei-me na demanda de encontrar antigas obras de J. Rentes de Carvalho, a quem toda a gente, numa familiaridade quase desrespeitosa, tratava simplesmente por «José». Eis o resultado, um livro já com as maleitas do tempo, que lhe dão «estória». Vai directamente para a minha secção de tesouros.

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Follow Friday.

por Fernando Lopes, 28 Fev 14

Seguindo o desafio lançado pelo Sapo, recomendo hoje um blogue. O “Delito de Opinião” é a minha sugestão. Porquê? Porque há muito que saltou a barreira do comentário político. No “Delito” encontram-se fragmentos da vida, desde os livros, futebol, música, análise sociológica, e claro, política. As almas que todos os dias escrevem nesse blogue são normalmente conservadoras, mas saudavelmente independentes; não há aqui situacionismo, antes uma capacidade de análise e crítica, mesmo do que está do lado da nossa coloração política. Embora discordando amiúde das posições assumidas, é poiso de conservadores inteligentes, o que me leva a admirar o raciocínio, liberdade e desempoeiramento de quem lá escreve.

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Sapo blogs, blogs com gente dentro.

por Fernando Lopes, 27 Fev 14

Todos estamos habituados à crescente automação no atendimento; ligamos para um número que nos dá as opções e, eventualmente, a possibilidade de atendimento humano. No ano e pouco em que o purgatório esteve alojado no blogger quaisquer dificuldades de configuração passavam por uma eternidade de écrans de ajuda e nada mais.

 

Quando mudei para o Sapo, tive um template só para mim, cortesia da Teresa Alves e o apoio técnico do Pedro. Noutros momentos contei com a ajuda da Jonas, que com enorme disponibilidade me deu umas dicas para resolver um problema.

 

Hoje ao ligar o computador tinha um comentário do Pedro. O Pedro é um dos responsáveis porque toda esta traquitana funcione, lida com dezenas de milhares de posts por dia, desenvolvimento, manutenção, sei lá que mais. Que tenha tido a delicadeza de parar por cinco minutos para me desejar as melhoras, comoveu-me. É esta face humana dos blogs do Sapo que faz com que esta seja uma plataforma excepcional. Obrigado, malta do Sapo.

 

E já agora aproveitem a sugestão, passem a chamar ao Pedro «Lord Of The Blogs», assenta-lhe como uma luva. :)

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Porque estão a terminar tantos blogues?

por Fernando Lopes, 25 Fev 14

É a pergunta de um milhão de dólares; manter um blogue não é fácil, exige alguma imaginação, atenção ao que nos rodeia, disponibilidade e muita disciplina. Depois há o factor moda, as expectativas de cada um, a ânsia de ser (re)conhecido. Qualquer «bloguista» sabe que em 99,9% dos casos a blogosfera é uma pescadinha de rabo na boca; comentamo-nos e visitamo-nos uns aos outros, temos meia dúzia de amigos com pachorra para nos aturar e pouco mais.  Muitos sentem-se desmotivados pelas baixas audiências, outros ficam frustrados por o seu suposto «mérito literário» tardar em ser confirmado. Nada disso importa se através deste meio fora de moda conheces pessoas interessantes, aprendes, convives, tens sugestões de lugares para visitar, restaurantes para enfardar, livros para ler. Através dos blogues foi-me dada a conhecer gente excepcional, uns pelo talento, outros pela sensibilidade, outros ainda pelo humor. Todos os dias recebo muito mais do que consigo oferecer, e só isso basta para que, contra modas e correntes, insista em manter esta taberna aberta.

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Bloga de luxo.

por Fernando Lopes, 27 Jan 14

Inveja, do invejável, por soliplass.

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Every dog has its day.

por Fernando Lopes, 20 Dez 13

e hoje é o meu. Olhei para o contador de visitas, é já tinha mais de 500. O motivo? Fui investigar e aparentemente alguém influente no Brasil descobriu um post, velho de três anos, sobre a depilação genital feminina. Os brasileiros em geral têm um cuidado com o corpo muito maior que o nosso, dão ao acto sexual uma ludicidade que nos é estranha. Recordo sempre uma entrevista a uma brasileira que descrevia com simplicidade o dilema das “Mães de Bragança”:

- A gente chega aqui, lavadinha, gostosinha, cheirosinha, as mulheres deles têm bigode. O que é que vai fazer?

E pronto, do lado de lá do Atlântico já centenas de irmãos sabem que Zézinho gosta de patarecas depiladas e que mulher com pêlo é coisa que me mete medo. 

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Este blogue nunca dará livro.

por Fernando Lopes, 19 Ago 13

Sejamos sinceros. Noventa e nove por cento dos blogues, nos quais este Purgatório se inclui, são mal escritos e desinteressantes. Porque é que tendo esta consciência, insisto em escrever? Porque me dá prazer, diverte, obriga a reflectir, a captar flashes do dia-a-dia. Está esta coisa cheia de erros de sintaxe, não escaparia um ou outro erro de ortografia não fosse a maravilha dos correctores. Foi a forma mais simples que encontrei de exprimir ideias, sentimentos e angústias. Tivesse o talento necessário e dedicar-me-ia à pintura, arte mais recatada, só exibida perante vontade expressa do autor, ou em alguns casos à sua revelia, mas postumamente.

 

O que mexe comigo é que entre os milhares de blogues que por aí existem, há sempre a secreta esperança que a coisa “dê livro”. Incapazes de autocrítica, acham-se os seus autores merecedores de eternidade no papel. Estão dispostos a fazer a romaria das apresentações, um moda estranha, em que o autor é obrigado a ir de terra em terra, livraria em livraria, dar boas palavras e pensamentos profundos, provar que é um de nós, retirando o mistério à arte da escrita, transformando-a em proeza circense, em que ser simpático, intenso e acessível, faz parte do pacote.

 

Este blogue nunca dará livro, e ainda bem. Porque o não merece, porque é apenas um homem a escrever para si, porque nunca mais dormiria de consciência tranquila sabendo que se abateu uma única árvore para colocar em impresso tão fraca prosa. 

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