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A revolução somos nós!

por Fernando Lopes, 6 Out 11


Muito se tem escrito nestes últimos tempo sobre a alteração de paradigma económico do mundo em que vivemos. Um capitalismo que mata de inanição os seus trabalhadores não tem futuro. Ou se regenera, redistribui e readapta ou morre. Muitos ainda não compreenderam que esta alteração se deve à tecnologia. Esta existe para servir o homem e não para torná-lo seu escravo. Qualquer observador minimamente atento saberá que a primavera árabe começou no facebook e através de vídeos e SMS. Quando atingimos um grau tão elevado de desenvolvimento, deveríamos trabalhar menos e receber melhor salário. Isto apenas não acontece porque as grandes empresas e a tecnologia estão a servir a ganância de uns poucos e não o bem estar comum.

Estranhamente, ou talvez não, os partidos, fechados nos seus universos de fidelidades, compadrios, lutas intestinas pelo poder e vendettas pessoais não compreenderam que a partir do momento em que a possibilidade de comunicar, filmar, fotografar e partilhar esses conteúdos com o mundo, está no nosso bolso, a possibilidade de criar um novo paradigma está também nas nossas mãos. Os partidos são parte do problema e não parte da solução.

Para um libertário isso gera uma imensa alegria. Por muito que tentem parecer modernaços, os partidos estão obrigados ao confronto entre si, como modo de justificarem a sua existência, a aparente criação de opções que, de facto, o não são. Sabem bem que no fundo são os representantes de um modelo esgotado em que uma imensa maioria não se revê. Tentam acompanhar os tempos, aderindo entusiasticamente a manifestações como o "Occupy Wall Street", "We are the 99%" ou o 15 de outubro. E, no entanto, é chegado o tempo em que a decisão individual cria o colectivo. Sem congressos, comité central, jornalistas subservientes e media controlados. O futuro será o que esse colectivo anónimo, a que alguns ainda gostam de chamar povo, decidir.

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5 comentários

De O abominável careca a 06.10.2011 às 21:57

Boas noites,

Se a resolução dos nossos problemas passa-se por manifestações, os fundamentalistas árabes não faziam outra coisa...
Honestamente a solução não passa por aí e não me quero alongar mais...
Um abraço!

De Fernando Lopes a 06.10.2011 às 22:02

Abominável,

As manifestações são apenas expressões de descontentamento e nada mais. O que irá surgir a seguir não faço ideia, mas creio que não será o sistema partidário tradicional.

Abraço,
Fernando

De HORIZONTE XXI a 07.10.2011 às 12:34

O novo comunismo ou...comunitarismo?

De O abominável careca a 07.10.2011 às 13:10

Caro Horizonte XXI

Novo comunismo só se for para si porque para mim simplesmente prescindo assim como a reedição de algo que se relacione com uma nova roupagem de novas ditaduras com um ou vários "homens do leme"!
Na minha modesta opinião o que as pessoas anseiam é pela verdadeira democracia representativa, ou seja, cada eleitor saber um quem votou para à posteriori chamar à tábua os seus representantes por políticas, má condura, etc...
O actual sistema está caduco, gasto e obsoleto, se eventualmente se der ao trabalho de fazer uma sondagem de rua vai certificar-se de quantas pessoas se revêem no actual sistema político!
E como muito mais havia a dizer mas a paciência e o tempo urgem, despeço-me com os votos de que em tempo útil se defina em relação aquilo que aspira para um futuro que não está assim tão longe!

De Fernando Lopes a 07.10.2011 às 13:12

Horizonte,

Devo confessar que estou muito pouco familiarizado com o conceito de comunitarismo. No entanto, no horizonte ideológico onde me movo [Goodwin, Stirner e até Galeano] me é mais "simpático" o conceito de comunitarismo.
Mas é inútil estar a mandar biataites sobre algo que não domino.

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