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57 anos. Cancro.

por Fernando Lopes, 11 Ago 12

O bicho não escolhe. Demasiada gente, demasiado jovem, sucumbe a esta tenebrosa doença. Vi desaparecer familiares e amigos, ainda antes dos 40. Conhecia-o mal, mas via nele um homem bom, um pai extremoso. Nesta situação não sei se preferiria morrer ou definhar. Mas falar é sempre fácil. A probabilidade maior é que me agarrasse à esperança e à vida. É a atitude dos lutadores. Sem bem me conheço, seria demasiado medroso para lutar com convicção. Esperemos que o bicho não venha ter comigo, e a minha morte seja como a do pai e avô, repentina, um coração que se recusa a trabalhar. De qualquer forma, avanço na lista de forma inexorável. Ou para colocar a questão de uma forma poética, o dia da minha morte será apenas mais um dia de vida.

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2 comentários

De Alice Alfazema a 16.08.2012 às 14:01

Tenho pensado nisso, e também queria uma coisa assim repentina, mas essa última frase é mesmo o que eu quero.

De Fernando Lopes a 16.08.2012 às 14:51

Com o avançar dos anos, ficamos cada vez mais conscientes da nossa mortalidade. Ter um fim sem sofrimento, próprio, imposto a terceiros, ou ambos, é o máximo a que posso aspirar.

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