Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Fechemos pois, a tasca!

por Fernando Lopes, 6 Ago 12

As palavras de Mário Monti, minimizando o papel dos parlamentos, nada têm de surpreendente se atendermos a que são o grito de um homem desesperado, à beira de uma intervenção externa e que se trata de um primeiro ministro não eleito, não sendo provavelmente um amante intransigente da democracia parlamentar. Foi colocado no governo italiano sem eleições, numa espécie de coup d'état patrocinado pelas entidades europeias e com o beneplácito alemão.

 

Para mal dos pecados da Sra. Merkel, parece apostado em defender os interesses italianos enquanto lhe for possível, recusando o papel de gestor de massa falida ou yes-man das políticas de Berlim. Os socialistas franceses, que encheram a boca com a palavra solidariedade, agora que estão a financiar-se a custos negativos, já assobiam para o lado. A reacção germânica, de tão egoísta, autocentrada e de vistas curtas, nem me merece comentários.

 

Para um cidadão vulgar como eu, sem conhecimentos económicos, dos meandros da intriga política e dos lobbies de Bruxelas, a Europa é uma ideia falida, em que já chegamos à fase do salve-se quem puder. Estamos perante um casamento que, aparentemente, é mau para ambas as partes. Assim, o ideal de solidariedade e de uma Europa social e unida é cada vez mais uma miragem. Melhor seria pois que, como num casamento que não deu certo, cada um fosse à sua vida. Passando um ainda pior bocado é certo, mas escolhendo o seu próprio caminho.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback

  • Henedina

    E tenha...um bom dia!

  • Henedina

    Então parabéns...por ter lavado as cuecas, claro ;...

  • bokeh

    pois conheço....devo-me ter distraído com a jane b...

  • Fernando Lopes

    Lavei-as com grande dignidade, de saia curta e a c...