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Fuga.

por Fernando Lopes, 4 Jun 17

Todos conhecemos aqueles casais em que nada bate certo. Às vezes erro de avaliação de terceiros, as mais das vezes nem por isso. Ele um tipo magro, bem parecido, olhos claros e cabelo precocemente grisalho. Tinha pretensões a artista, gostava de pintar, de poesia. Tenho dificuldade em definir se seria frágil ou se usava a pretensa fraqueza como charme. Ela tinha um ar assustadoramente masculino. Cabelo curto, voz grave e profunda, ar de fêmea alfa, porte grande e intimidante. Naquela personagem pouco havia de feminino, sempre fiquei com a imagem de um espécie de amazona, guerreira, quem em casa e fora dela tudo decidia. Dizem-me que ele saiu de casa para não mais dar sinal de vida. Desconheço as razões da «fuga», compreendo que dela tivesse medo. Falava com nele num tom que a todos atemorizava. Talvez fosse apenas o seu jeito, mas macho não havia que não manifestasse desconforto na sua presença. Sou muitas vezes frágil, outras tantas irascível e quezilento, mas nunca por nunca conseguiria partilhar a vida com alguém que me amedrontasse.

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