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A nobre arte de ignorar.

por Fernando Lopes, 2 Fev 17

É sabido, este mundo está cheio de gente e situações pouco recomendáveis. Tens duas soluções: ou te transformas numa pessoa irascível e andas à chapada com meio mundo, ou ignoras. Alguém te ultrapassa pela direita e vira bruscamente para a esquerda obrigando-te a travar a fundo? Seria normal chamares nomes à mãe do senhor e buzinar a toda a força, certo? Ignora. O Costa lá da repartição é um filho da puta e tenta fazer-te a vida negra? Ignora. O teu companheiro(a) chegou a casa danado(a) e desatou a barafustar contigo? Em vez de partir para um mano a mano, ignora pá, ignora. O gajo do café está a dizer barbaridades sobre política internacional, e quase te apetece partir-lhe a cara? Ignora. Os factos, as pessoas, só têm a importância que lhes quiseres dar, se os ignorares não passarão de um breve e insignificante incómodo. Disse.

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