Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Meu Deus, fui «piropeado».

por Fernando Lopes, 31 Jan 17

 

Confesso que já me não acontecia desde finais dos anos 80, início dos 90. Uma rapariga mandou-me uma piada ininteligível e uma tentativa de assobio – é por todos sabido que as raparigas que assobiam alto não casam. Olhei à volta para ver se era mesmo comigo, a moça sorriu com ar malandro. Ultraje! Procurei um bófia para fazer queixa, mas é sabido que as FdaP das autoridades nunca aparecem quando delas necessitamos. Queria seguir conselho dos camaradas do Bloco, ser o primeiro macho a apresentar queixa por ter sido piropeado. Senti-me ridículo e apercebi-me do que já aqui tinha escrito. Um piropo, desde que não seja ordinário ou vulgar, não traz mal ao mundo. Outra verdade é que os papéis de género já não são o que eram, nos dias de hoje uma mulher pode mandar uma piada a um homem sem que caia o Carmo e a Trindade por causa disso, e sem que o visado – neste caso o vosso humilde escriba – se sinta ferido, objectificado, sexualizado, e uma série de advérbios que a boa esquerda usa em circunstâncias análogas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Temas:

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback

  • alexandra g.

    Sem,de todo - que fique claro, ao contrário daquel...

  • Fernando Lopes

    CC, tem alguma razão, mas apenas lhe posso falar d...

  • Fernando Lopes

    O toque pode ser uma forma de exprimir afecto, pod...

  • Fernando Lopes

    Há uma fronteira, muito vezes ténue, entre corteja...

subscrever feeds