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Estou a almoçar e vejo na televisão sem som uma reportagem sobre o mítico «Pérola Negra». Para os que não conhecem o Porto, o local teve, pelo menos, duas vidas. A primeira, no início do dos anos 80, o único sítio do país com shows de sexo ao vivo. Não sendo um habituée assisti a duas ou três performances inenarráveis, como a da senhora que, entre outras maravilhas, enchia balões com o pipi, ou a recriação de uma outra que, literalmente, trazia uma estátua grega à vida. A segunda, já como strip club em várias moças em pouca ou nenhuma roupa, faziam «acrobacias» no varão. Leio na internet, e o actual proprietário propõe-se transformar o sítio numa discoteca normal, mantendo o kitsch da decoração, agora renomeado de vintage. Para mim «Pérola Negra» será sempre sinónimo de bas-fond, por mais que lhe queiram lavar a cara, dar respeitabilidade. Podes tirar a puta da vida, mas não a vida da puta. 

 

 

P.S. - Antes que feministas venham lançar-me maldições por causa do título da posta, cumpre esclarecer que acredito que todos devem ter uma segunda oportunidade. Trata-se tão-somente de constatar que a nossa «estória» é parte indelével das nossas vidas.

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