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Não sei bem quando as paredes do nosso quarto me começaram a esmagar, quando o espaço de intimidade passou a cela, o momento em que o edredão ganhou peso de grilheta. Já nem recordo quando partilhá-lo se tornou um fardo. Num tempo há muito tempo cresceram barreiras invisíveis, o olho de Hórus cegou. Hoje, estamos juntos e separados, vivendo em mundos e realidades alternativas que nunca se encontram. A cama, demasiado grande para dois, tornou-se pequena para os nossos sonhos, tão-somente porque nunca neles nos encontramos. Debaixo dela existem monstros assustadores de que nunca falamos, por cima, o amor que fazemos é a mecânica do prazer a sobrepor-se à poesia do amor. É uma cama grande, preparada para dois, onde não caibo.

 

(*) de um mote lançado pelo Filipe.

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