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03:30.

por Fernando Lopes, 11 Set 16

É sábado à noite, 3:30 da manhã. Inebriado pelo álcool, penso encontrar-te. Sentar-nos-íamos numa mesa qualquer de um bar fora de moda, um olho no passado, outro no que ainda nos falta viver. Farias como sempre, bebericando o primeiro gole da minha cerveja, acendendo um cigarro, e com ar de diva, colocá-lo-ias na minha boca, húmido dos teus lábios, eu feliz, como se recebesse um fluído de vida. Falaríamos dos amores passados, do nosso passado que é sempre presente, das pessoas ao mesmo tempo estranhas e íntimas em que nos transformamos. Há muito não partilhamos a mesma cama, e, no entanto, ainda a sinto com o teu calor. Falhamos? Destino? Cair-me-iam pelo rosto lágrimas tão indefiníveis como pequenas gotas de orvalho. Não sei se choro pela alegria do que foi se pela incerteza do que há-de vir.

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