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Amor-próprio.

por Fernando Lopes, 2 Ago 16

Não sendo um prodígio de auto-estima, fazem-me confusão os homens que por um rabo-de-saia deixam de ser quem são. Vejo-os por aí, a seguir a fêmea desejada com se de um rafeiro se tratasse, sem personalidade, vergando-se a caprichos, sendo joguete nas mãos de quem assim o quiser. Se há coisa que não fiz, por muito apaixonado que estivesse, foi deixar de ser quem sou, manter um lampejo de racionalidade nos afectos. Não me vergo aos desejos de uma qualquer ninfa mesmo que tenha grande vontade de o fazer. Manter-me no meu lugar, ter personalidade, carácter, o meu modo de fazer as coisas, é algo de que não abdico. Dir-me-ão que nunca estive verdadeiramente apaixonado. Ao ponto de perder a identidade, de facto, nunca. As pouquíssimas mulheres que me amaram verdadeiramente nunca pediram que me transformasse em algo que não sou, nunca quiseram ter um «escravo do amor», antes um homem inteiro, íntegro, pleno de altos e baixos, seguro das suas inseguranças, mas mantendo sempre, sempre, a cabeça erguida. Sei que o que escrevo é polémico, passível de críticas, que me dirão que nunca vivi a loucura do amor. Se existem pessoas que deixam de ser quem são pelo facto de estarem num momento de grande envolvência amorosa, não eu. Assim sempre fui e assim vou permanecer.

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