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Erro não forçado.

por Fernando Lopes, 16 Jun 16

No ténis, o erro não forçado é aquele apenas pode ser atribuído ao mau julgamento do jogador. Se estás junto a um precipício, te aproximas demasiado da berma e escorregas, cais ao mar sem saber nadar, pões o braço fora do barco num rio pejado de piranhas, pisas um cocó de cão no passeio, te apaixonas por alguém que não te quer, isso é um erro não forçado. É comum dizer-se que aprendes mais com erros que com os sucessos. Não estou tão certo disso. Sei que os erros são necessários, uma espécie de confrontação com a incapacidade em fazeres tudo bem. A vitória estimula-te, o erro crava-se-te na pele como algo que não desejas repetir. E, no entanto, tal é inevitável. Cais, levantas-te, tornas a cair. A beleza não está em não cair, mas na dignidade com que te levantas depois de queda aparatosa.

 

 

(*) De uma ideia surgida numa conversa com o Filipe

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