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Da ignorância dos técnicos da Peugeot.

por Fernando Lopes, 15 Mar 16

Um diário não é composto de factos grandiosos, antes de pequenas observações e outros tantos nadas que nos espantam. O carro da minha mulher sofreu um ataque de nervos e de quando em vez, sem aviso prévio, desliga-se. Como isto é particularmente perigoso para quem anda na VCI, sujeitando-se ao esmagamento por camião TIR apressado, levámo-lo à Peugeot.

 

Três mil metros quadrados de oficina e nem um macacão, os funcionários da marca mais parecem os pilotos do Paris-Dakar com camisas azuis e brancas e logotipos à maneira.

 

Dois dias depois e face à ausência de contactos informaram-na que não sabem o que o carro tem. Dezenas de licenciados em engenharia mecânica, electricistas, recepcionistas – gosto do termo recepcionista nas oficinas, parece que levamos o chasso a um spa e não a arranjar – e ninguém sabe dizer de que mal padece o veículo. Meios de diagnóstico electrónico, maquinetas para tudo e para nada e o mistério permanece.

 

A minha mulher disse-lhes o óbvio: se não derem uma volta com ele não conseguem descobrir nada. Virá então um «experimentador» que mais não é que um funcionário que passeia os carros dos clientes a ver se descobre alguma anormalidade.

 

As oficinas reproduzem as empresas modernas; muito sainete, show-off à fartazana, mas ninguém percebe a ponta de um corno do que está a fazer, limitando-se a ler e actuar acriticamente perante os diagnósticos que aparecem no portátil.

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