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Na «Badalhoca».

por Fernando Lopes, 31 Jan 16

Porque não tenho outros filhos falta-me a referência. A minha é uma mistura explosiva de personalidades, tendo a sua, coisas em que é como eu e outras que são nitidamente da mãe. Ontem fomos dar uma volta ao fim da tarde para espairecer, uma vez que a gaiata de encontrava sobre stress com o seu primeiro torneio de vólei.

 

Da Avenida de França a Cedofeita são vinte a trinta minutos a pé, faz-se bem de mão dada com uma menina, a ver casas restauradas e cantar os últimos êxitos da pop.

 

- Vamos comer uma sandes à «Badalhoca» da baixa?

- Existe um sítio com esse nome? Que horror.

 

A mãe seria incapaz de entrar num local, afamado que fosse, por se chamar «Badalhoca». Foi o cabo dos trabalhos levá-la à Gusta da «Adega dos Caquinhos» em Guimarães, devido à fama – e proveito – de língua destravada da proprietária. Uma betinha.

 

Consegui que a criança entrasse na tasca e comesse com gosto um panado no pão. Única num estabelecimento repleto de adultos e espírito boémio. Eu, que sou um tipo do povo que se sente à vontade num restaurante chique ou numa tasca sebosa, quero proporcionar experiências alternativas à miúda. Tranquilizei-me porque vejo que tem muita da minha adaptabilidade.

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  • Fernando Lopes

    E dizemos isto como se tentar ser boa pessoa fosse...

  • pimentaeouro

    Assino por baixo.

  • Fernando Lopes

    É a nossa obrigação, Inês. Impensável ter um anima...

  • Inês

    E o contente que eu fico por saber que há mais um ...

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