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Não temais, somos a «esquerda suave».

por Fernando Lopes, 9 Nov 15

Nos idos de 2010, em pleno escândalo WikiLeaks, é divulgado um telegrama em que Cavaco terá tranquilizado os norte-americanos, caracaterizando a nossa imprensa como «muito suave». Portugal é um país suave. Os Carlos Abreus Amorins desta vida, que vociferam indignados, babando, contra o assalto da esquerda ao poder como se de uma revolução se tratasse, podem ficar tranquilos e passear a sua obesidade mórbida pelos melhores restaurantes da capital. Não vão existir nacionalizações em massa – quando muito um passo atrás nas águas e TAP – o vosso dinheirinho estará a salvo no banco ou na Suíça, os famélicos da terra não se vão levantar como hordas de zombies para ocupar as vossas lojas e fabriquetas de baixos salários. A esquerda portuguesa é ela própria tão, mas tão, tão, suave, que se dá por satisfeita em validar um programa social-democrata. Não estamos a planear novos gulags, o Campo Pequeno continuará cheio de bois, cavalos e bosta, não de fascistas. Trocaremos a fúria revolucionária por um osso atirado ao povo com uma nadinha de carne, em vez de exibir apenas a brancura do cálcio.

 

Nada temais, somos a «esquerda suave».

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