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A primeira vez nunca é como nos filmes.

por Fernando Lopes, 27 Ago 15

Quando um tipo de 52 anos que apenas dormiu com três mulheres se dispõe a falar de sexo, a coisa corre o risco de ser pouco credível. Um semi-virgem a perorar sobre a sua desértica vida sexual é o ideal para afastar os leitores. Como bem sabem, sou tipo de correr riscos. Ontem, no meio da insónia, fui parar a um site que aconselhava os jovens sobre «a primeira vez». Veio-me à memória a minha. Na época estávamos formatados por filmes e revistas. Na minha imaginação, o meu normal pénis era diminuto face às generosas mangueiras que apareciam nos filmes. As mulheres tinham todas seios de tamanho XXXL e gritavam histericamente perante a simples visão de um falo. Os amantes conseguiam estar horas «naquilo» sem se cansarem.

 

A realidade foi a de dois jovens atrapalhados e apaixonados, não muito seguros do que fazer. Em termos de performance não chegou aos calcanhares do que via dos profissionais da queca. No caso improvável de algum(a) adolescente ler isto, tenho apesar de tudo, alguns conselhos: é melhor quando se está verdadeiramente apaixonado; o prazer do outro é sempre mais importante que o nosso; estão a  fazer amor, não a concorrer a uma maratona.

 

Se a preocupação for mais com o parceiro e menos connosco estamos a meio caminho de transformar o acto sexual naquilo que verdadeiramente importa, dar. Fazer amor com quem amamos é escrever poesia com os corpos.

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