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Nunca tive grande talento ou ambição. Sentei-me à mesa da vida, comi o que foi servido com aquela segurança insegura de nunca ter ilusões, e consequentemente, nunca me ter sentido defraudado. Para os valores de hoje faltar-me-á o que hoje se designa pomposamente por proactividade. Estou sentado a meio de uma escada. Daí posso ver os que estão acima e abaixo. Não forçosamente em fortuna, mas em engenho ou pretensão. Está-se bem ali no meio, equidistante dos problemas de quem está no topo ou no fim. Um território de nenhures, de aceitação, sem que isso signifique falta de vontade de se superar, de ser melhor. Tenta-se, e recebe-se com bonomia o que a vida nos dá.

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