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Pastilhar.

por Fernando Lopes, 12 Ago 15

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Desde que tive um acidente vascular cerebral ou ABÊCÊ como se diz na minha terra, que sou obrigado a tomar uma catrefada de pastilhas, ou comprimidos, que é um termo mais nortenho. Contra conselho médico continuei a fumar, beber, a ter sexo ocasional – não esquecer que sou casado – os casados só têm vida sexual regular se tiverem uma amante.

 

Certa ou erradamente, ignoro os conselhos médico restritivos, simplesmente por sou por natureza dionisíaco, o prazer acima de tudo.

 

Ainda e sempre contra indicação médica, faço uma «desintoxicação», i.e. durante uma semana recuso-me a tomar as minhas dez pastilhas diárias. Posso estar a entrar na velhice, mas recuso que a velhice entre em mim. Desta vez após uma semana de abstinência tenho tido um efeito secundário giro: estou pedrado.

 

Passei o dia tonto como se tivesse bebido uns canecos, enjoado e com cólicas. Sou um tipo «ao contrário», esta sintomatologia é a de quem não toma as pastilhas, não de quem recomeçou a pastilhar. Os profissionais de saúde que frequentam aqui a taberna, façam o favor de não me dar reprimendas, pela primeira vez consegui atingir o estádio dr. House. Ver o mundo a rodar sobre si mesmo e ignorar o facto é particularmente divertido.

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