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Auto-Estima.

por Fernando Lopes, 2 Ago 15

Tenho poucas razões de queixa, a vida deu-me mais do que merecia tanto no plano afectivo como familiar. Vivo numa pequeno-burguesa despreocupação, rodeado por amizades sólidas, amores seguros, sem pensar demais nos escolhos que possam surgir neste caminho tranquilo. Não tenho invejas ou ódios no farol que me orienta.

 

Poderia esta tranquilidade minimizar as minhas inseguranças, mas fazem parte de mim como pêlo incrustado na pele. Um psicólogo dir-me-ia que este facto remonta à permanente sensação de abandono que me acompanha desde a infância. Facto é, que o trauma de ter sido colocado de um modo temporariamente permanente em casa dos avós, teve o condão de fazer com que sempre me sentisse enjeitado.

 

Sempre fui inseguro, nunca me achei particularmente talentoso no que quer que fosse. Vivo rodeado por pessoas – particularmente machos – que se acham a quinta-essência. Belos, talentosos, habilidosos, eloquentes, garanhões, não há fim para a sua auto-estima.

 

Vejo-lhes qualidades e defeitos, muito raramente a grandeza por que se acham abençoados. Peno por não encontrar esse caminho onanista, onde fazer amor com o espelho é o sexo mais compensador que se pode encontrar.

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