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Já ninguém escreve cartas.

por Fernando Lopes, 28 Jun 15

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Passei por eles, um azul, outro vermelho, e dei-me conta de que em breve os marcos de correio desaparecerão. Nestes tempos de urgência, de comunicação imediata, são cada vez mais uma idiossincrasia. Recordei o tempo em que escrevia cartas de amor, dos bilhetes entregues à socapa à menina dos caracóis longos, da solenidade existente no acto de colar o selo, endereçar a missiva e deixá-la num marco de correio. De como procurava usar a minha melhor letra no endereço, do cuidado em escrever o remetente em letras mais pequenas. Sou um resistente, nunca aceito a substituição das cartas por pdfs, ainda recebo todas as contas por correio tradicional. Já só me escreve a EDP, NOS, a companhia das águas e pouco mais. Dei-me conta que a culpa também é minha, só sei endereços electrónicos, não envio uma carta a ninguém, nos últimos anos apenas meti no marco despesas de saúde para comparticipação dos serviços médicos sociais. Provavelmente esqueci como se escreve à mão. Triste, não é?

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