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Rivalidade feminina.

por Fernando Lopes, 5 Jun 15

Hora de almoço no centro comercial. Mãe e filha entram no restaurante. A progenitora terá cerca de 50 anos, a cria não mais de 19. Veste uns calções diminutos que revelam as longuíssimas e bem torneadas pernas, um rabo pequeno e bem-feito, seios firmes, rosto fresco e olhos claros. Todos os olhares masculinos se concentram na mais nova, ignorando totalmente a ainda bem composta senhora. A jovem, ciente do impacto causado, faz uma série de movimentos cuidadosamente coreografados, desde o cruzar de perna, ao levantar-se e deambular pela sala com ar displicente.

 

No olhar da mãe não há admiração ou carinho pelo rebento, antes um desmedido desconforto. Não é causado pelo impacto da filha entre os machos, mas pela pura rivalidade de quem foi ultrapassado pelo tempo. Ter-lhe-ão passado pela cabeça momentos não muito distantes em que o estrelato era seu, existe agora nítida frustração pelo papel de actriz secundária.

 

Vem-me à memória uma frase que ouvi algures: «Não tenho medo da morte, tenho medo do tempo».

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