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Tocá’ndar.

por Fernando Lopes, 8 Mai 15

Habitualmente tomo o pequeno-almoço numa tasquinha bafienta que serve essencialmente os funcionários de uma companhia de seguros localizada no mesmo edifício. Não sei se por gerar pouco negócio ou outras razões, o diminuto estabelecimento foi alvo de vários trespasses.

 

A proprietária é agora uma senhora na casa dos 50 e muitos. Simpática, mas leeeenta. Nestes locais, os frequentadores querem é engolir rapidamente qualquer coisa e pôr-se a andar. A senhora faz uma coisa de cada vez. Tira um café e fica a olhar, abre um pão e pára, mete queijo dentro de um croissant com uma calma que enerva. Sou stressado, quero é comer quase sem mastigar e ir trabalhar. A meu lado uma jovem ruiva, mignon e muito bonitinha, uma boneca humana, desesperava. A sua meia torrada demorou uns bons dez minutos a sair. Eu, já bufava como uma chaleira.

 

As pessoas que tomam conta de um negócio deviam ter noção do ritmo que é necessário imprimir para que funcione a contento dos clientes. Este vive muito da celeridade do atendimento. Será que quem se mete nestes empreendimentos não é capaz de uma auto-crítica rigorosa antes de embarcar em coisas para as quais, definitivamente, não têm vocação?

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