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Natural born shopper.

por Fernando Lopes, 23 Mar 15

Eu, num centro comercial ao domingo. Improvável mas possível. Culpada, a minha filha. Herdou do tio a capacidade de pedir algo umas 10.000 vezes ininterruptamente; ou cedes ou ficas louco. Que queria comprar os presentes de aniversário da mãe, que lhe tinha prometido, que estava de passeio à capital durante a semana. Dez anos, um metro e trinta e poucos, vinte e oito quilos de gente. Vence-me sempre.

 

Como já não frequentava um centro comercial há largos meses, aprecio-lhe a desenvoltura. Controla as luzes verdes dos lugares de parqueamento vagos. Lá dentro a surpresa continua. É melhor irmos primeiro à Parfois que fica mais perto, diz-se Parfuá porque é francês, depois vamos à loja dos perfumes, é já ali, seguimos para a electrónica que é ao lado de não sei quê. Orienta-se muito melhor que eu, e no entretanto dá conselhos: na Primark as coisas não são muito boas, mas como quero só uns chinelos de praia, é melhor ir lá porque é tudo baratinho. E eu arrastado a dizer que sim. Chegada à joalharia/bijuteria não encontra o que viu na net. Menina, pode ver na internet? Está em acessórios. Conduz a lojista pelo site até encontrar exactamente o que pretende. Sacos na mão leva-me de volta ao parque.

 

Dêem-lhe um cartão de crédito e não a distinguirão das shopperólicas. É só mais pequenina e magrinha.

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