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Procuramos sempre um primeiro amor.

por Fernando Lopes, 8 Fev 15

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Apesar da minha escassez de experiência na matéria gosto de discorrer sobre amor, de desvendar o que me passa pelo pensamento. O ditado «não há amor como o primeiro», lançado ao ar com ligeireza, deixou-me a pensar sobre o tema.

 

De facto, não há. Digo-o no sentido de ser incondicional, não estar preso a valores ou normas, desinteressado, num estado de pureza que o tempo se encarrega de corromper. Quando nos apaixonamos pela primeira, ou primeiras vezes, pouco nos interessa o mundo que nos rodeia. Só existe aquela pessoa, tudo para lá dela é insignificante. Achamo-la bonita mesmo que o não seja, não importa se é inteligente ou não, não existe futuro, só o aqui e agora que o bailado do coração e hormonas nos dita.

 

É coisa animal, no sentido mais nobre que animal tem.

 

Com o tempo passamos a valorizar o intelecto, sensibilidade, desempenho profissional e outros factores que na adolescência nem sequer nos passavam pela cabeça. Sentíamos e isso era mais que suficiente. De modo pueril, confesso que procurei sempre um primeiro amor, desses que é 100% paixão e 0% de racionalidade. Dou por mim a desejar voltar a ser o rapazinho que apenas sente.

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