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Maminhas.

por Fernando Lopes, 17 Jan 15

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As mulheres dão uma importância tão grande ao tamanho das suas maminhas como nós nos preocupamos com o comprimento das nossas pilinhas. Libertário como sou, não há livros, filmes ou programas de TV proibidos cá em casa. Acontece que a coisa faz frequentemente ricochete, pois a minha filha gosta de ver a «Casa dos Segredos». Não a incentivo ou censuro, simplesmente refugio-me no escritório. Mas noutro dia, parei. Estava lá uma moça com um vestido vermelho, decote até ao umbigo. Explicaram-me que tinha posto umas maminhas maiores.

 

Ora aqui já a porca torce o rabo, imaginem que se inventava uma cirurgia aumentativa de pénis e ficávamos todos irmãos gémeos de John Holmes com mais de 25 cm de bamboleante masculinidade? Primeiro as contra-indicações: dizem que o célebre actor, cada vez que tinha uma erecção ficava lívido pois todo o fluxo sanguíneo lhe fugia para you know where. Depois tinha problemas de equilíbrio devido ao aumento de peso na parte da frente, além do mais não conseguia encontrar roupa íntima adequada. Queriam ter uma relação com um tipo incapaz de balbuciar o que quer que fosse na intimidade porque não havia irrigação suficiente no cérebro? Achavam graça a que todos tivéssemos uma genitália paquidérmica? Onde é que ficava a tradicional piada «vale mais pequenina e trabalhadeira que grande e mandriona»?

 

Nós homens, gostamos de maminhas, mas de maminhas naturais. Podem ser pequeninas, grandes, arrebitadas ou mais caiditas, de mamilos perfeitos ou exoticamente africanos, que interessa desde que sejam da mulher amada? Se quiséssemos namorar com a Barbie comprávamos uma de plástico. Por isso, jovens e não tão jovens senhoras que me lêem, parem de fazer maluquices com o vosso peito, queremos amar mulheres de carne e osso, com imperfeições e não bonecas plastificadas, todas iguais, até nas mamas sintéticas. Pode ser?

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