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2015

por Fernando Lopes, 31 Dez 14

Os ocidentais comemoram hoje a o último dia do ano ou o início do novo, não sei bem. Há quem se entusiasme e veja no mover dos ponteiros do relógio uma oportunidade de renovação. Estes, movem-se inexoravelmente, ignorando sonhos, derrotas, tragédias, vida e morte. Cumprem a sua função e simplesmente avançam. O tempo ensina-nos a moderar promessas e entusiasmos. 2014 não foi um ano bom ou mau, apenas mais um no calendário das nossas vidas. Na meia-noite não estarei particularmente melancólico ou eufórico, apenas observarei o tempo passar. Suponho que será comum a muitos entusiasmarem-se cada vez menos com celebrações com dia e hora marcada. Celebrar a vida, o tempo, o novo ano, pode ser simplesmente apreciar um dia de sol, um mergulho na praia, o cantar de um pássaro, um livro, um beijo apaixonado, café da manhã e pão com manteiga, um abraço amigo. Escravo do tempo não sou. Vou estar refastelado a vê-lo passar, sem pressas ou angústias, deixando-o fluir e apreciando os pequenos e grandes prazeres que a vida nos dá. Para os que ainda vivem o sonho ingénuo de que tudo pode ser diferente, abraço-os e que todos os seus desejos se concretizem.

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