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Fantasma.

por Fernando Lopes, 6 Dez 14

Disse-me a bruxa que há sempre uma sombra que nos persegue. Tu és a minha, o meu fantasma privado. Nunca estás, e sinto-te sempre, como se de um cancro se tratasse. Quando julgo que esqueci, fazes questão de marcar a tua presença, soprando-me num leve sussurro os beijos mais ternos, as palavras mais doces, o amor tão quente que queima. Não há, nunca houve, mulher como tu, que me afaga e arranha, abraça e afasta, presente e distante. Dizem que o tempo vence tudo e mentem. Mentem a si, mentem aos outros, mentem-nos. Porque os anos, os meses, os dias, as horas em que estamos afastados não mais são que um breve interlúdio em duas vidas coladas pelos deuses. Neste mundo ou no outro sei que te vou encontrar. Que nos vamos amar e ser um outra vez. Nada nem ninguém pode separar o que nasceu para estar junto. Até já, até logo, até sempre.

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