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Vagina com cheiro a pêssego.

por Fernando Lopes, 25 Nov 14

peaches-012.jpgImagem: The Guardian

 

Segundo o «The Guardian» uma startup americana, a «Sweet Peach Probiotcs», propõe-se comercializar um suplemento probiótico, que além de uma acção anti-bacteriana, permitiria uma espécie de truque biológico fazendo com as zonas íntimas das utilizadoras produzissem cheiro a pêssego.

 

Isto cria um problema grave para os fruticultores e consumidores em geral. Quem iria pedir um Compal de pêssego? E se após uma breve passagem pela banca da fruta saíssemos de lá com embaraçosa erecção? Os pêssegos em calda consideram-se uma espécie de vagina pronta a consumir? Os que não são particulares apreciadores de pilosidades púbicas optam apenas por pêssegos carecas?

 

Recorda-me um episódio de décadas, em que uma nossa amiga adolescente recém-vinda de França, quando perguntada sobre que produto usava para a higiene íntima, afirmou convicta: Bilitrão, um velho detergente para a loiça em tamanho XL. Estava obviamente a confundir com o famoso Dystron, um anti-séptico muito em voga nos anos 80.

 

A minha experiência diz-me que o melhor odor feminino é o de uma mulher bem-lavada, a cheirar a mulher. Excepção feita àquelas que por razões de pura falta de higiene não o fazem e consequentemente emanam um desagradável cheiro a pito-mal-lavado.

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Honestidade.

por Fernando Lopes, 25 Nov 14

Neste tempo estranho em que tudo e todos são alvo de suspeição, em que a já reduzida confiança nas instituições, empresas, homens públicos, é abalada todos os dias, um pequeno acto de honestidade pode parecer algo singular e simultaneamente espantoso, devolvendo por um momento fé na espécie humana.

 

A estória conta-se em duas penadas. O comando da garagem vinha manifestando desobediência ocasional ao seu portador, este vosso criado. Como em qualquer situação idêntica e dada a multiplicidade de tipos de pilhas existentes – não estou certo que tal não seja propositado para nos confundir – dirigi-me a uma daquelas lojas de chaves, comandos e afins. Sou atendido por um jovem barbudo e aloirado com pronúncia brasileira e explico o problema. Abre cuidadosamente o aparelho, retira a pilha, mede-lhe a corrente e sentencia:

 

- A pilha está nova, está tudo a funcionar, provavelmente o comando deu um queda que deslocou a pilha ou algum contacto. Verifiquei, limpei, está tudo bem, pode levar, não lhe vou cobrar 2,5 euros por uma pilha nova quando esta está com 80% da carga.

 

Agradeci e vim dali a pensar como tudo seria tão mais simples se as nossas relações, comerciais ou outras, sofressem, como este jovem rapaz, do «síndrome da honestidade».

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