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Galinha velha ainda faz boa canja.

por Fernando Lopes, 23 Nov 14

A vida de uma mulher pode ser recordada por pequeno actos simbólicos de quebra do statu quo, como casar com um homem mais novo. Ocorre-se-me isto a propósito da morte da Duquesa de Alba, duas vezes viúva e lembrada por ter quebrado convenções ao casar com um homem vinte e tal anos mais jovem.

 

Existe uma razão orgânica para os homens se sentirem «confortáveis» junto de mulheres jovens; somos capazes de reprodução por um período mais longo que as mulheres. Se isto fazia sentido em sociedades patriarcais ou quando ter muitos filhos era o que mais se aproximava de um PPR, nos dias de hoje o preconceito subsiste porque a maioria das mulheres não são capazes de desligar a sua afectividade e sexualidade do que a sociedade convencionou como aceitável.

 

A desculpa feminina muito comum que «não estão para aturar crianças» é completamente falsa. Nós homens, somos e permanecemos crianças, independentemente da idade constante no cartão de cidadão. Uma mulher apenas pode optar por gradações do nível de infantilidade do companheiro, não se pode alhear que a mesma estará sempre presente.

 

Não tenho preconceitos em relação a mulheres mais velhas, se me apaixonasse por uma, seguiria em frente. Apaixonamo-nos por pessoas, não por idades. Cumpre pois às mulheres libertarem-se de estigmas patetas e viverem livremente, ignorando o socialmente correcto.

 

Como diz o ditado, «galinha velha ainda faz boa canja». Provem-no.

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